Com aumento de casos, Saúde alerta para importância da vacinação contra coqueluche
A Secretaria de Estado da
Saúde (Sesa) alerta a população sobre a importância de manter atualizada a
vacinação contra a coqueluche, em função do aumento expressivo no número de
casos. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério
da Saúde, mostra que somente de janeiro até a primeira quinzena de junho foram
confirmados 24 casos em todo Paraná, alta de 41% em relação ao mesmo período do
ano passado, quando houve quatro diagnósticos positivos. Em todo ano de 2023,
foram confirmados 17 casos.
A maioria das
confirmações deste ano é da 2ª Regional de Saúde Metropolitana, com 18 casos,
seguida da 3ª RS de Ponta Grossa (4), 15ª RS de Maringá e 19ª RS de
Jacarezinho, com um caso cada uma. Não há registro de óbitos pela doença neste
ano no Paraná.
Conhecida como “tosse
comprida”, a coqueluche é uma doença infecciosa aguda respiratória altamente
contagiosa. Estima-se que uma pessoa com coqueluche pode infectar de 12 a 17
outras pessoas. A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto do doente
com uma pessoa não vacinada por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro
ou até mesmo ao falar. Em alguns casos, a transmissão pode ocorrer por objetos
recentemente contaminados com secreções de pessoas doentes.
“Mais uma vez enfatizamos a importância da
imunização como prevenção às doenças que podem, e devem, ser eliminadas por
meio da imunização”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Cesar Neves. “A
vacina protege não só o indivíduo, mas garante uma proteção coletiva e atua
contra a transmissão. Quando há um número expressivo de vacinados, o vírus
encontra dificuldades para circular. Por isso é fundamental imunizar o máximo
de pessoas”.
ESQUEMA VACINAL
Atualmente, no Paraná, a
cobertura vacinal da pentavalente em crianças menores de um ano está em 79,40%,
quando o preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) é 95%. A vacina está
disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no calendário da vacinação
infantil de rotina e também para gestantes e profissionais de saúde.
Para crianças, a
imunização da coqueluche se dá por meio da vacina pentavalente (que previne
contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo
Haemophilus influenzae B) e DTP (contra difteria, tétano e coqueluche). A
primeira deve ser aplicada em três doses, aos dois, quatro e seis meses de
vida, Já a DTP deve ser ministrada como reforço aos 15 meses e aos quatro anos.
Gestantes e os
profissionais da saúde devem receber a vacina dTpa (versão acelular da vacina
contra difteria, tétano e coqueluche). No caso das gestantes, a vacina deve ser
aplicada a cada gestação, a partir da 20ª semana, para que, com isso, forneça
proteção também para os recém-nascidos.
OUTROS PAÍSES
Após aumento no número de
casos em países da Ásia e da Europa, o Ministério da Saúde, por meio da Nota
Técnica Conjunta número 70/2024 ,
recomendou a ampliação e intensificação da vacina em caráter excepcional
também em trabalhadores que atuam em berçários e creches com atendimento de
crianças até quatro anos em todo território nacional.
O risco da coqueluche é
maior para crianças menores de um ano e, se não tratada corretamente, pode
evoluir para o quadro grave e até mesmo levar à morte. A doença evolui em três
fases. Na inicial, os primeiros sintomas são semelhantes aos de um resfriado
comum, com febre baixa e mal-estar geral e coriza. Na segunda, surgem crises de
tosse seca (cinco a dez tossidas em uma única inspiração), que podem ser
seguidas de vômitos e falta de ar. Na terceira os sintomas anteriores diminuem,
embora a tosse possa persistir por vários meses.
Em 2019 o Paraná
registrou 101 casos; em 2020 foram 26; em 2021 foram nove, caindo para cinco no
ano seguinte e chegando a 17 em 2023. O último óbito por coqueluche no Estado
ocorreu no município de Ponta Grossa em 2019.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é obtido de
forma laboratorial, por meio de cultura ou PCR em tempo real, sendo realizado
em todos os pacientes suspeitos de coqueluche. Recentemente, as coletas foram
ampliadas para serem realizadas em todas as unidades de saúde do Paraná.
O tratamento é por meio
de antibióticos e deve ser prescrito pelo médico. Desta forma, é importante
procurar um serviço de saúde para receber o diagnóstico e o tratamento
adequado.
“Estamos alertando e
promovendo, junto às 22 Regionais de Saúde e municípios do Paraná, ações
articuladas e estratégias de prevenção e controle, como também de ampliação do
diagnóstico da doença. Contamos com a participação da população, para que
busquem a vacinação nas Unidades Básicas espalhadas por todo Paraná”, disse a
diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.
Viver Toledo - Ano 15
Editoria: Wanderley Graeff - Karine Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR






.jpg)


0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial