O que é o vício em apostas? Psicólogo alerta sobre os sinais e orienta os cidadãos
A
popularidade e os problemas enfrentados por apostadores com o “jogo do
tigrinho” e cassinos on-line ganharam notoriedade nos últimos tempos –
revelando uma verdadeira febre de apostas, despertando a atenção sobre os
graves transtornos provocados na vida pessoal, profissional e social dos
brasileiros. O vício em jogos de azar foi o tema do programa Assembleia
Entrevista, na TV Assembleia, sexta-feira (25), com o psicólogo Paulo Porto,
doutor (PhD) em Psicologia Clínica e professor da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná (PUCPR).
Porto
desenvolve inúmeras pesquisas na área da Psicologia, confessa ser apaixonado
pelos estudos em saúde mental e por ajudar pessoas a viverem de maneira mais
plena e satisfatória. Segundo ele, o vício em jogos (nas mais diversas
modalidades) acaba gerando um sofrimento psicológico, de dependência e grandes
impactos econômicos. “As pessoas deixam de pagar contas ou comprar o básico
(comida, por exemplo) porque fizeram apostas”, relata. O especialista descreve
o vício em apostas como um padrão de comportamento no qual a necessidade de
jogar prevalece frente a outros interesses vitais da pessoa, de sua família e
de outros que convivem com o viciado.
DEPENDÊNCIA
- O psicólogo entende que não há problemas em
apostar, desde que esse ato não traga dependência, e nem consequências para a
vida do apostador e daqueles que fazem parte do seu cotidiano. No entanto,
frisa que a prática, essa satisfação momentânea gerada pelas apostas, pelas
promessas de ganhos fáceis, passa a ser considerada um problema de saúde,
quando a pessoa perde o controle. Dessa forma, considera fundamental que o
apostador reconheça a sua condição, se questione e tenha disposição em buscar
ajuda profissional, especializada.
Divulgada
no início de outubro, uma pesquisa do Instituto DataSenado revela que homens
até 39 anos com ensino médio completo são os maiores usuários de aplicativos de
apostas esportivas no país. De acordo com a publicação Panorama Político 2024:
apostas esportivas, golpes digitais e endividamento, 13% dos brasileiros com 16
anos ou mais — o equivalente a 22,13 milhões de pessoas — declararam ter
participado de “bets” nos últimos 30 dias.
Entre
os entrevistados que realizaram apostas esportivas, 62% são do sexo masculino.
As mulheres representam 38%. A maioria dos apostadores (56%) tem entre 16 e 39
anos, seguidos das faixas entre 40 e 49 (17%), 50 e 59 (13%) e 60 anos ou mais
(14%). Em relação à escolaridade, 40% têm o ensino médio completo. Outros 23%
têm o ensino fundamental incompleto e 20% têm o ensino superior incompleto ou
mais.
Viver Toledo - Ano 16
Por quem faz jornalismo há 46
anos
Editoria: Wanderley Graeff,
Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S.
403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial