Produtores de milho do Paraná têm melhor remuneração em outubro, aponta boletim do Deral
Aumento
foi de 26% em relação ao mesmo mês do ano passado
Os preços recebidos pelos produtores de milho no mercado paranaense tiveram aumento expressivo de 26% em outubro deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. Mas o custo da produção de frango, em que a alimentação é uma das variáveis mais significativas, também evoluiu, com aumento de 9,2% comparando-se setembro deste ano com o mesmo mês de 2023.
A
análise detalhada faz parte do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à
semana de 11 a 17 de outubro. O documento é preparado pelo Departamento de
Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do
Abastecimento (Seab), e nesta edição analisa, ainda, a produção de cevada e de
cenoura e o desempenho comercial do leite e de suínos.
Na
última semana os produtores paranaenses de milho receberam R$ 55,58 pela saca
de 60 quilos do produto. No fechamento de outubro de 2023 essa mesma saca
rendeu R$ 44,02. O cenário favorável no mercado doméstico pode ter como
justificativa a variação cambial, visto a valorização de 16% do dólar frente ao
real. Isso direcionou o produto para exportação, reduzindo a oferta no mercado
interno, o que elevou os preços. Também contribui o período de entressafra, com
uma maior demanda pelo cereal.
Impacto
no custo de produção de frango
A alimentação dos frangos de corte, que tem o milho como um dos insumos, é o principal item a pesar no custo de produção. No Paraná ele representou 65,95% do custo total, que ficou em R$ 4,61 o quilo em setembro, de acordo com a Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), da Embrapa Suínos e Aves (CNPSA), base para o boletim produzido no Deral.
Esse
valor, que se refere à criação de frango em aviários tipo climatizado em
pressão positiva (caracterizado pela indução de ar externo para dentro do
galpão), foi 9,2% superior aos R$ 4,22 por quilo em setembro do ano passado. O
valor especificamente da alimentação foi de R$ 3,04 por quilo no último mês,
aumento de 7,8% em relação aos R$ 2,82 por quilo em setembro de 2023.
CEVADA – O
documento também aborda a perspectiva de se colher 291 mil toneladas de cevada
em 2024, desde que as condições climáticas sejam favoráveis. A grande preocupação
é com eventuais chuvas nos próximos 10 dias, o que pode atrasar a colheita.
Cerca de 24% da área de 78 mil hectares já estava colhida no início desta
semana.
No ano
passado as chuvas durante a colheita, especialmente na região de Guarapuava,
foram prejudiciais tanto na produtividade quanto na qualidade dos grãos. Esse
fator foi importante inclusive para o desânimo de alguns produtores com essa
cultura. Se as intempéries forem vencidas, a participação da cevada nacional na
produção de malte pode crescer, diferentemente de 2023.
CENOURA
– O boletim do Deral aponta ainda para a produção de 131,3
mil toneladas de cenoura no ano passado em 3,8 mil hectares do Paraná. O
produto gerou Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 312,9 milhões. O Núcleo
Regional de Apucarana destaca-se com participação de 58,4%. Nessa regional fica
Marilândia do Sul, município com maior produção do Estado, com 67,5 mil
toneladas em 1,5 mil hectares.
Nas
cinco unidades da Ceasa no Paraná foram comercializadas 41,8 mil toneladas de
cenoura no ano passado, com giro de R$ 109,2 milhões. Este ano, com produção
maior que a expectativa, os preços têm se reduzido mês a mês. O produtor
recebeu R$ 1,43 por quilo em setembro (63,7% a menos que os R$ 3,82 de
janeiro). No varejo o quilo sai por R$ 2,84, contra R$ 8,20 de janeiro (65,3% a
menos).
LEITE – De
janeiro a setembro o Paraná importou 6,1 mil toneladas de produtos lácteos,
como leite em pó e queijo muçarela. O volume é 42% inferior às 10,6 mil
toneladas dos mesmos produtos em igual período de 2023.
Essa
nova realidade beneficiou os produtores, que receberam em média 16,8% a mais
por cada litro de leite entregue à indústria. Mas os consumidores sentiram os
preços evoluírem nas gôndolas dos supermercados, custando 25,6% a mais em
comparação com setembro do ano passado – de R$ 4,25 para R$ 5,34 o litro do
longa vida, em média.
SUÍNOS – A
análise sobre suínos leva em conta a exportação de cerca de 7 mil toneladas de
carne industrializada pelo Brasil no ano passado – nesse grupo incluem-se
apresuntado e fiambre como os mais comuns. O Paraná figurou como o maior
exportador, com 2,7 mil toneladas, o que representa 37% do total.
O
Paraguai foi o principal parceiro, recebendo 2,2 mil toneladas de carne suína
brasileira industrializada, 86% provenientes do Paraná. Nos primeiros nove
meses de 2024 o Brasil já enviou 6,8 mil toneladas da mesma carne para o
Exterior.
Viver Toledo - Ano 16
Por quem faz jornalismo há 46 anos
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
![]() |
| Milho no Paraná: aumento significativo - Albari Rosa/Arquivo/AEN |
Os preços recebidos pelos produtores de milho no mercado paranaense tiveram aumento expressivo de 26% em outubro deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado. Mas o custo da produção de frango, em que a alimentação é uma das variáveis mais significativas, também evoluiu, com aumento de 9,2% comparando-se setembro deste ano com o mesmo mês de 2023.
A alimentação dos frangos de corte, que tem o milho como um dos insumos, é o principal item a pesar no custo de produção. No Paraná ele representou 65,95% do custo total, que ficou em R$ 4,61 o quilo em setembro, de acordo com a Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), da Embrapa Suínos e Aves (CNPSA), base para o boletim produzido no Deral.
![]() |
| Albari Rosa/AEN |
Por quem faz jornalismo há 46 anos
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR








0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial