Mesmo com geadas, lavouras do Paraná mantêm grande ritmo produtivo
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| Foto: Gilson Abreu/AEN |
O frio trouxe consigo dois dias com geadas intensas em uma área de maior amplitude que o comum, que incluiu regiões que não passam tão frequentemente por este fenômeno. Apesar da geada causar perdas para algumas culturas, o frio, em geral, também pode apresentar benefícios para as culturas de inverno.
No entanto, quando ocorrem durante o período reprodutivo podem causar perdas para o trigo. Assim, o problema pode estar nos 11% que se encontram em floração, fase em que a planta fica mais suscetível a danos pela geada, e 1% em frutificação, quando também pode ser prejudicial.
CAFÉ
O café também pode apresentar reflexos do frio, com problemas de qualidade em
alguns grãos, já que 21% estão em frutificação e 79% em maturação. A previsão
até então é de que sejam colhidas 43,1 mil toneladas, 7% a mais que o ano
anterior (40,4 mil toneladas), da área de 25,4 mil hectares, 2% maior que a
anterior de 25,4 mil hectares.
CEVADA
A cevada, que está 73% plantada, ainda está em maior parte em fase de
germinação e desenvolvimento vegetativo. O Deral prevê que a safra deve
produzir 423 mil toneladas, 43% a mais que o ano passado, em uma área de 96,9
mil toneladas, também maior que a anterior em 20% (de 80,5 mil para 96,9 mil
hectares.
HORTICULTURA
HORTICULTURA
As folhosas foram as mais afetadas pela geada, principalmente a céu aberto. A
batata, principal produto do Estado, está menos vulnerável por ser subterrânea,
mas a parte externa pode ter sofrido danos. Estufas com manejo adequado
conseguiram preservar parte da produção.
Alguns
produtores podem ter tido perdas totais. A expectativa é de aumento nos preços
devido à redução da oferta. Já a recuperação das culturas pode acontecer em até
90 dias, dependendo da estrutura e da preparação de cada produtor.
No caso
da batata, a primeira safra teve desempenho 48% superior ao ano passado,
ajudada pelo clima. Já a segunda safra cresceu 11%. Quanto ao tomate, foi
identificado um novo vírus, mas o manejo evitou perdas maiores. A segunda safra
caiu 16%, mas a produção se recuperou nos campos mais recentes.
BOLETIM
Nesta quinta-feira (26) o Deral divulgou também o Boletim de Conjuntura
Agropecuária, referente à semana de 19 a 25 de junho. Os reflexos das geadas em
produtos vegetais são comentados com mais profundidade, além de trazer
informações sobre as proteínas animais.
No caso
dos derivados lácteos, houve queda no preço em junho, mas nas próximas semanas
possivelmente haverá impacto da queda brusca de temperatura. O documento também
analisa o custo de produção do frango vivo, que atingiu R$ 4,78 o quilo em
maio. Em relação ao mês anterior houve retração de 2,12%, pois estava em R$
4,88 o quilo.
O
boletim fala ainda da carne de peru, produto de relevância na pauta de
exportações do Brasil. Em 2024 foram 64.079 toneladas, gerando receita de US$
153,794 milhões. Na condição de terceiro maior criador de perus do Brasil, o
Paraná registrou faturamento de US$ 30,835 milhões, com venda de 13.647
toneladas.
Viver Toledo - Ano 17
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