Com mestres, doutores e especialistas, Tecpar fortalece produção científica do Paraná
O Dia Nacional do Pesquisador Científico, celebrado nesta terça-feira (8), reconhece a importância do trabalho dos profissionais da ciência que trabalham para gerar conhecimento e desenvolver soluções para questões relevantes da sociedade. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), grande polo de pesquisa científica do Estado e conhecido historicamente como celeiro de grandes pesquisadores, tem atuado fortemente para promover a conexão entre os avanços da ciência e a aplicação das inovações tecnológicas à indústria.
CELEIRO DE PESQUISADORES
O Paraná possui um dos sistemas mais robustos de ciência e
tecnologia do País, que é coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e
Ensino Superior, e conta com a participação do Tecpar em diversas iniciativas
para o fortalecimento da produção científica.
Na área
da saúde, por exemplo, a experiência da médica veterinária Meila Bastos de
Almeida, que é mestre e doutora em Saúde Única com ênfase em diagnósticos pela
Universidade Federal do Paraná (UFPR), tem sido fundamental para dar andamento
aos projetos do Instituto.
Funcionária
do Tecpar há 15 anos, Meila começou sua carreira como analista em biotecnologia
industrial, trabalhando na produção de antígenos para kits de diagnóstico
veterinário, e também atuou como gerente de biotério. Hoje ocupa uma função
estratégica como assessora da Diretoria Industrial da Saúde, atuando
diretamente no desenvolvimento de novos projetos voltados à saúde e estudos em
biotecnologia.
Meila
conta que atuou por dez anos no atendimento clínico veterinário, mas foi no
Tecpar que a vontade de voltar a estudar despertou. “No laboratório onde
trabalhava havia uma área dedicada à pesquisa, utilizada por muitos
colaboradores que faziam pós-graduação. Isso me devolveu a vontade que já tinha
lá na faculdade, mas acabou acontecendo tanta coisa que deixei de lado. Aqui no
Tecpar esse desejo voltou mais forte”, pontua.
O primeiro desafio foi o mestrado na UFPR, que envolveu um estudo pioneiro sobre antígenos de brucelose produzidos no Tecpar até o ano 2017. O trabalho foi aceito no 52º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). "Ao final do estudo, com a utilização de nossos insumos para diagnóstico, ficou registrada a importância epidemiológica de outas espécies de animais no contexto da doença. Foi uma grande contribuição do Tecpar”, ressalta.
Em
seguida ela iniciou o doutorado sobre o trabalho com animais de laboratório,
mas o projeto foi interrompido devido à pandemia da Covid-19. Para não
interromper os estudos, ela mudou o tema do projeto e focou na pandemia, já que
coordenava o estudo clínico de um kit diagnóstico para a Covid-19, e
acompanhava os estudos da Fase 4 da vacina AstraZeneca, no câmpus CIC do
Tecpar.
“Estou
sempre envolvida em pesquisas de saúde pública, seja em projetos para atender o
Estado do Paraná ou o Ministério da Saúde. Recentemente, com o apoio do Tecpar,
comecei um MBA em pesquisa clínica veterinária. Como veterinária, tenho carinho
especial pelos projetos da área animal, como a transferência de tecnologia da
vacina antirrábica”, observa.
Meila
também integrou o grupo responsável pela pesquisa pré-clínica para o
desenvolvimento de um dispositivo inovador que pode trazer mais qualidade de
vida a pacientes que necessitam de hemodiálise. Esse projeto foi fruto de uma
cooperação com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
VACINA CONTRA ESPOROTRICOSE
O primeiro desafio foi o mestrado na UFPR, que envolveu um estudo pioneiro sobre antígenos de brucelose produzidos no Tecpar até o ano 2017. O trabalho foi aceito no 52º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT). "Ao final do estudo, com a utilização de nossos insumos para diagnóstico, ficou registrada a importância epidemiológica de outas espécies de animais no contexto da doença. Foi uma grande contribuição do Tecpar”, ressalta.
VACINA CONTRA ESPOROTRICOSE
Atualmente Meila integra um grupo de pesquisa, cujo
projeto foi submetido na Fundação Araucária, que envolve o desenvolvimento de
uma vacina contra esporotricose felina. Também conhecida como a “doença do
jardineiro”, a esporotricose felina é uma infecção causada por fungos,
considerada uma das mais graves doenças que atingem os gatos e que pode ser
transmitida para humanos.
“Esse
projeto é importante porque, além de ser um benefício para os felinos, ele
atende a saúde pública. Esse é um problema sério que está em expansão e pode
sobrecarregar o SUS, já que o diagnóstico e o tratamento são difíceis. A melhor
maneira de controlar é interrompendo a doença nos animais, e a vacinação
cortaria esse ciclo. Nesse projeto, quero colocar em prática o que estou
estudando no MBA em Pesquisa Clínica Veterinária”, ressalta.
Para
Meila, muitas pessoas não conhecem todas as atividades realizadas por médicos
veterinários, incluindo a pesquisa. Segundo ela, os conhecimentos destes
profissionais em farmacologia e biotecnologia são úteis em qualquer projeto de
saúde pública. “Os maiores epidemiologistas que eu conheço são veterinários.
Quando você fala de uma doença como a esporotricose, que é transmitida pelo
gato e que está acometendo as pessoas, se percebe a importância do veterinário
no controle desse problema”, afirma.
A
pesquisadora destaca a importância dos investimentos do Governo do Paraná em
ciência e tecnologia, especialmente no Tecpar, para que o instituto possa
expandir e realizar desde obras até pesquisas de bancada. “Esse investimento do
Estado em pesquisa é fundamental. Usamos esses recursos para fazer ciência e
por isso o Tecpar está em expansão. Temos obras em andamento em Curitiba e em
Maringá, além de uma série de projetos sendo desenvolvidos, que em breve serão
executados”, enfatiza.
DATA
O Dia Nacional do Pesquisador Científico foi estabelecido por lei em 2008, em
homenagem à criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC),
ocorrida no ano de 1948. A data ressalta a importância de incentivar a produção
e atividade científica no país. Algumas instituições celebram na mesma data o
Dia Nacional da Ciência.
Viver Toledo - Ano 17
Por quem faz jornalismo há 47 anos
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
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CEP 85.904-180 – Toledo-PR
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