Encontro de fruticultura destaca oportunidades e desafios da atividade no Paraná
O 4º Encontro Paranaense de Fruticultura, aberto nesta quarta-feira (9), discutiu os desafios e as oportunidades da atividade no Estado. O evento, que segue até sexta-feira (11), é promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Federação do Engenheiros Agrônomos do Paraná (FEAPR) e Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná – Curitiba (AEPR-Curitiba).
A fruticultura vem ganhando força e se diversificando no Paraná. As condições de clima e solo permitem que os produtores do estado cultivem tanto frutas tropicais, quanto de clima temperado. De acordo com a Seab, o relatório preliminar do Valor Bruto de Produção (VBP) da fruticultura em 2024 apresenta 38 espécies diferentes de frutas produzidas no Paraná, além de 21 espécies de mudas frutíferas.
O trabalho do IDR-PR para fomentar a fruticultura foi destacado
pela diretora de Pesquisa do Instituto, Vânia Moda Cirino. “A fruticultura
sempre fez parte das diretrizes institucionais e das prioridades de ação do
Instituto. Tanto é que hoje a fruticultura encontra-se disseminada por todas as
regiões do Estado, sejam espécies adaptadas a clima mais tropical ou espécies
adaptadas a clima mais temperada”.
Vânia
também ressaltou o crescimento do Paraná na citricultura. “Na década de 80, não
éramos produtores de citros. Hoje, somos o segundo maior exportador nacional de
suco de laranja, graças ao trabalho que foi feito dentro do IDR-Paraná,
conseguindo manejo do campo cítrico e, consequentemente, a autorização do
Ministério da Agricultura para o cultivo dentro do Estado” explicou.
Inscrições
para a Feira Sabores do Paraná estão abertas até 14 de julho
Entre os principais assuntos da abertura do evento esteve, também, o greening, doença mais grave entre os citros, como um dos grandes desafios da fruticultura do Paraná, que é um dos maiores produtores do Brasil. Foram abordadas formas para contornar e prevenir este problema e quais ações o Estado têm feito para lidar com a doença.
O
diretor administrativo financeiro da Ceasa, João Buso, falou da importância da
presença da instituição no evento. “O objeto Ceasa é dispor a infraestrutura
básica para comercialização, garantindo assim o abastecimento alimentício. Passa
pelas cinco Ceasas do Paraná entre 70% e 75% das frutas, legumes e verduras do
Estado", disse ele.
INICIATIVAS
DE FOMENTO
Entre os principais assuntos da abertura do evento esteve, também, o greening, doença mais grave entre os citros, como um dos grandes desafios da fruticultura do Paraná, que é um dos maiores produtores do Brasil. Foram abordadas formas para contornar e prevenir este problema e quais ações o Estado têm feito para lidar com a doença.
O coordenador do Programa de Fruticultura do IDR-Paraná, Clandio
Medeiros da Silva, destacou iniciativas nos pomares de maçã para otimizar o
plantio, a produção e a comercialização do produto. “Estamos implantando novos
sistemas de condução das macieiras do campo tendo em vista a falta de mão de
obra", explicou. Ele destacou uma iniciativa para agregar valor ao produto
de uma forma inovadora. “Estamos desenvolvendo alguma coisa para além das
variedades, além do sistema de condução, um outro fator de agregar valor ao
produto seria uma tatuagem nas maçãs”.
A iniciativa consiste em implementar figuras que não interferem nas propriedades das maçãs. “Essa tatuagem não interfere em nada na composição da maçã, é com água e adesivo. Colocamos na maçã um pouco antes de colheita e depois retiramos a tatuagem, que é de papelzinho, ficando uma marca”.
Segundo
ele, o projeto chama atenção principalmente das crianças, que são atraídas pelo
produto e, como consequência, acabam consumindo mais frutas. “Atestamos essa
aceitação muito grande pelas crianças. Esse é um fator relevante, começar com
as crianças para aumentar o consumo de frutas pela família e mesmo para
favorecer tanto os produtores quanto os consumidores” contou.
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A iniciativa consiste em implementar figuras que não interferem nas propriedades das maçãs. “Essa tatuagem não interfere em nada na composição da maçã, é com água e adesivo. Colocamos na maçã um pouco antes de colheita e depois retiramos a tatuagem, que é de papelzinho, ficando uma marca”.
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