Anvisa faz recomendações para uso de vacina da Pfizer em crianças
Imunizante para crianças terá dose menor e frasco na cor laranja
Paul Hennessy/SOPA Images/Sipa
EUA
Agência Brasil - Após autorizar o uso da
vacina da Pfizer em crianças com idade entre 5 e 11 anos, a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou hoje (16) algumas recomendações e
condições que devem ser observadas pelas autoridades de saúde para a imunização
desse público. De acordo com a agência, a atenção deve ser redobrada uma vez
que tanto a dose como a formulação da vacina a ser aplicada serão diferentes
das aplicadas em jovens e adultos.
A exemplo do que ocorreu nos
demais grupos, a vacinação em crianças deve priorizar grupos consideradas como
de risco. Um ponto muito importante, ressaltado pela diretora da Anvisa e
relatora do processo de liberação do medicamento, Meiruze Sousa Freitas, é que
pais ou responsáveis fiquem atentos com relação ao frasco da vacina, que terá
cor laranja. Para adultos, o frasco é roxo.
A administração da vacina em
crianças será de duas doses de 10 microgramas com três semanas de intervalo. “O
volume a ser aplicado é de 0,2 ml em uma seringa de 1 ml”, explicou a diretora.
Recomendações
Meiruze lembrou que caberá ao
Ministério da Saúde a decisão sobre “conveniência e oportunidade” para inclusão
da vacina no Programa Nacional de Imunização, mas que cabe à Anvisa apresentar
as recomendações e condições que devem ser seguidas para a vacinação das
crianças nessa faixa etária.
“A vacinação das crianças nessa
faixa etária deve ser iniciada após treinamento completo das equipes que de
saúde que farão a aplicação, uma vez que a grande maioria dos eventos adversos
pós-vacinação é decorrente da administração do produto errado a faixas etárias
erradas, de doses inadequadas e da preparação errônea do produto”, disse a
diretora.
Uma outra recomendação da
Anvisa é de que a vacinação das crianças seja feita em “ambiente específico e
segregado da vacinação de adultos”. O ambiente deve ser “acolhedor e seguro
para a população pediátrica”. É também indicado que as crianças permaneçam no
local em que a vacinação ocorrer por pelo menos 20 minutos após a aplicação, de
forma a serem observadas por esse período.
A sala em que se dará a
aplicação da vacina deve ser exclusiva para a aplicação dessa vacina. E não
deve ser aproveitada para a aplicação de outras vacinas, ainda que pediátricas.
Não havendo essa possibilidade na infraestrutura, para essa aplicação, que
sejam adotadas todos cuidados visando uma administração segura.
No caso de comunidades
isoladas, como aldeias indígenas, a Anvisa recomenda que, sempre que possível,
a vacina seja feita em dias separados, não coincidentes com os dias de
aplicação em adultos.
Intervalo de 15 dias
Segundo a diretora da Anvisa, a
vacina não deve ser administrada de forma concomitante com outras vacinas do
calendário infantil. “Por precaução é recomendado intervalo de 15 dias”, disse
a diretora.
A modalidade de vacinação drive
thru também deve ser evitada.
Outra recomendação é que os
agentes de saúde devem informar aos pais ou responsáveis que acompanham
crianças e adolescentes sobre sintomas e reações esperadas após a vacinação,
como dor, inchaço ou vermelhidão local, febre, fadiga, dor de cabeça ou linfadenopatia
(gânglios) na axila do braço que recebeu a vacina.
“Pais ou responsáveis devem
procurar um médico, caso a criança apresente dores repentinas no peito, falta
de ar ou palpitações após a aplicação da vacina”, afirmou a diretora. Crianças
que completarem 12 no intervalo entre a primeira e a segunda dose deverão
manter a dose pediátrica.
Secretários de Saúde
O Conselho Nacional de
Secretários de Saúde (Conass) divulgou nota na qual manifestou apoio à
aprovação do imunizante para esse público. Nela, o presidente da entidade,
Carlos Lula, destaca que o imunizante já foi aprovado para a faixa etária pela
Agência Europeia de Medicamentos (EMA), pela Agência Americana Food and Drug
Administration (FDA) e pelo governo de Israel.
“Tendo em vista que para dar
início à vacinação nesta faixa etária será necessária formulação específica
desta vacina com um terço da fórmula padrão [10 microgramas por dose], o Conass
aguarda posicionamento do Ministério da Saúde quanto à sua aquisição, o que é
de sua competência. Aguardamos também, com expectativa, o processo de avaliação
da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, para a vacinação de crianças e
adolescentes de 5 a 17 anos, já amplamente utilizada em outros países, com
disponibilidade imediata no Brasil”, disse Carlos Lula.
Contatado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que não há, ainda, previsão sobre quando começará a aplicar a vacina da Pfizer em crianças com idade entre 5 e 11 anos.
Editores: Wanderley Graeff (45 98801-8722) e Karine
Graeff (45 98811-1281)- Gerência Administrativa: Luciane Graeff (45 98811-4875)
Apoio: Acit, Ótica Cristal,
Essencial Modas, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium,
Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Tchibuum Natação e Hidro, Recanto
Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz
Cataratas Hotel & Resort, Toledão, Inglês Athus, Grupo Nanomax, Pousada
FECEP Guaratuba, Macuco Safári, Sicoob
Viação, Sorriso de Toledo, Biopark, Aludex Esquadrias e Vidros, Ocxo Implantes,
Indusfados, Sonomag Colchões, Prati Donaduzzi


0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial