Lucio: força-tarefa para abrir Hospital Regional
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| Hospital Regional de Toledo: ansiedade geral pela abertura (Foto: Fábio Ulsheimer) |
Colocar
o Hospital Regional de Toledo em funcionamento é o desafio da atual gestão que
vem desde janeiro de 2017 na força-tarefa para iniciar os atendimentos à
população. A abertura da unidade faz Parte do Plano de Governo e tem sido uma
das prioridades na área da saúde.
Depois
de pronto, o hospital terá 90 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva
(UTI), além de laboratórios, Pronto Socorro e centros cirúrgicos.
As
obras iniciaram em 2012 e foram finalizadas em 2016, com irregularidades na
execução. Neste ano, após uma sindicância e auditoria foi contratada uma empresa
para adequação da obra para estar de acordo com as normas legais, inclusive da
vigilância sanitária.
“A
abertura do Hospital está no nosso Plano de Governo, mas na época não tínhamos
ideia de como estava a situação do prédio, uma vez que já tinha o Habite-se,
documento que comprova que um empreendimento foi construído seguindo-se as
exigências estabelecidas pela prefeitura para a aprovação de projetos, o que se
entende é que prédio estava em condições de uso, mas na prática não aconteceu”,
explica o Prefeito Lucio de Marchi.
O
gestor recorda que em janeiro de 2017 quando as equipes da Secretaria do
Planejamento Estratégico, Secretaria de Habitação e Urbanismo e Vigilância
Sanitária visitaram o prédio do Hospital perceberam as discrepâncias entre o
projeto e a execução e apontaram as irregularidades.
Uma
vistoria mais detalhada e do próprio Corpo de Bombeiros comprovaram as
irregularidades da obra e a necessidade de adequação na estrutura física. Uma
auditoria apontou vários erros de execução no projeto, que somaram inicialmente
R$ 1.632.642,91 de prejuízos. Desde então, a Prefeitura tem trabalhado para sua
abertura e responsabilização da empresa, e fiscais envolvidos na obra.
“Fizemos
um compromisso para abrir o Hospital Regional, mas não tinha ideia de como
estava. A gestão por conhecer como funcionava o Mini-hospital, que funcionava
muito bem antes de ser fechado pela administração anterior, achou que seria
possível em um curto espaço de tempo. Falamos que ia reabrir o Mini-hospital em
100 dias, e assim foi feito. Só que o Regional, por conta que tinha o
habite-se, achamos que também seria possível. Mas nos deparamos com uma
situação lamentável onde tivemos que criar uma sindicância, auditoria do local,
a Câmara abriu uma CPI. O estado do hospital é vexatório. Como o equipamento
público recebeu o habite-se se até a fiação de energia tinha sido roubada e
ninguém sabia?”, questiona o prefeito.
TRATATIVAS
O
prefeito reitera que desde que assumiu a gestão todos os esforços estão sendo
feitos para reabertura com o apoio do deputado estadual José Carlos Schiavinato
e chefe da Casa Civil Dilceu Sperafico.
“Contratamos
uma empresa especializada em projetos hospitalares... Ela fazendo todos os
projetos necessários para adequar o Hospital Regional. Só na adequação do
padrão de energia mais de R$ 1 milhão precisa ser investimento. Ao mesmo tempo,
estamos trabalhando para o governo federal, através do Ministério da Saúde, dar
condições de ter a anuência para poder passar a unidade para a Universidade
Federal do Paraná. Outra frente de trabalho é terminar a aquisição dos
equipamentos, que está quase em R$ 20 milhões. O que precisamos fazer é
trabalhar no silêncio, sem criar expectativas”, afirma.
UPA
E MINI-HOSPITAL
Conforme
o prefeito os avanços na saúde estão sendo feitos. Além da reabertura do
Mini-hospital, as reformas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Atualmente três
obras estão em andamento e mais três já assinadas aguardando início das obras.
A construção de uma unidade nova em vila Nova também foi assinada “ Por mais
que as transferências hospitalares são de responsabilidade do Estado, o
município nunca se omitiu como co-responsável. A abertura do Mini teve como
objetivo diminuir o impacto do número de pessoas atendidas num único lugar,
como ocorria anterior a 2012. Após sua abertura diminuímos o número de óbitos
em unidades de urgência e emergência e o município vem lutando ao lado do
Estado para abertura do Hospital Regional para assim ampliar de forma
considerável o número de leitos”, complementa.
Ele
cita que o Estado investiu R$ 14 milhões em equipamentos e, recentemente, mais
R$ 1 milhão para adequar a parte elétrica. “Infelizmente os danos causados pela
má fiscalização durante o período de construção, estão causando um atraso
imensurável na abertura do Hospital, o que já ficou mais do que claro por meio
da auditoria e da CPI. Estamos trabalhando. Todo o esforço e o empenho é para
abertura dessa unidade que vai atender não só Toledo, mas os 18 municípios que
compõem a 20ª Regional de Saúde ”, finaliza. Todos os trâmites estão sendo
acompanhados pelo Ministério Público.
Veja
o passo o passo deste ano:
01/18
e 02/18: Reuniões de trabalho da Administração de Toledo em Brasília para
ajustes e definições para gestão pela EBSERH do HRT e reuniões com a Secretaria
de Saúde do Estado em Curitiba para resolver financiamentos do Hospital
Regional com o GE.
06/03/18:
Entrega da versão final do Estudo de Viabilidade do Hospital Regional de
Toledo, apontando necessidade de adequação da estrutura física.
20/03/18:
Protocolo de intenções entre a EBSERH, a UFPR e a Prefeitura para que o
Hospital Regional de Toledo passe a ser de propriedade da UFPR e,
posteriormente, seja integrado à Rede EBSERH.
13/04/18:
Auditoria verifica irregularidades nas obras do HRT. Constatação de vários
erros de execução. Notificação à empresa executora.
16/04/18:
Instaurado Inquérito Administrativo para apurar supostas irregularidades do
servidor público municipal responsável pela fiscalização da obra.
04/2018:
Solicitação para o Governo Federal de anuência para a doação do Hospital à
(UFPR).
30/05/18:
Instituição de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre HRT na Câmara de
Vereadores de Toledo.
25/05/18:
Liberação de mais R$ 4 milhões, viabilizado pelo Deputado Schiavinato para a
climatização do HRT e aquisição de equipamentos médicos.
05/18:
Apresentado pela Prefeitura à empresa executora o relatório da auditoria .
22/06/18:
Assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o município e o Ministério
Público para o funcionamento do HRT. Prazo até 21/06/19 para as adequações
físicas e até 01/08/19 para o atendimento à população.
25/09/18:
Contratação de empresa para a elaboração do projeto para a readequação do HRT.
Vencedora da licitação: MEP Arquitetura e Planejamento.
Após
a assinatura do contrato a empresa com
uma equipe técnica durante 10 dias realizando o
levantamento das condições atuais do Hospital Regional,
Várias
reuniões técnicas foram realizadas, onde uma equipe técnica de engenheiros e
arquitetos do município e da MEP avaliaram as necessidades de adequações do
hospital, já contemplando os equipamentos adquiridos.
30/11/18
A MEP entregou o projeto para análise prévia para a Vigilância Sanitária e para
a aprovação de projetos.
Devido
a complexidade da obra e da situação adversa encontrada a empresa solicitou um
aditivo de mais 90 (noventa) dias para a execução dos projetos, elaboração de
planilhas e orçamentos para as obras de adequações necessárias.
Viver News – Wanderley Graeff
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