21/01/2019

Cascavel e Toledo: muito mais que os 90 minutos



Opinião, por Wanderley Graeff



Fotos: Assessoria Toledo E.C.



Quero manifestar uma opinião sobre os bastidores do Clássico da Soja. Participei da reunião de fundação do extinto Cascavel Esporte Clube – campeão paranaense de 1980 - eu era editor de Esportes do O Paraná. Mais tarde, já na TV Tarobá, acompanhei toda a trajetória na divisão de acesso em 1979 e na campanha do título estadual no velho Ninho da Cobra. Ao mesmo tempo, fazia a cobertura dos jogos do Toledo.
O Olímpico frequentei incontáveis vezes, inclusive na inauguração, trabalhando como repórter na série de jogos importantes – Cascavel x São Paulo, Cascavel x Corinthians e participando de uma preliminar - Imprensa de Cascavel 0 x 3 Imprensa de Toledo – com três gols meus (desculpaí!).
Tambem testemunhei a inauguração do novo 14 de Dezembro com  Toledo x Grêmio, e mais tarde com a saída de cena do Toledo Futebol Clube, participei da fundação do Toledo Esporte Clube, do qual fui diretor de Futebol, numa das melhores campanhas da história.
Vivi minha infância, adolescência e parte da fase adulta em Cascavel, onde estão todos os meus familiares, incluindo os familiares da minha esposa, Luciane. Então, minha ligação com Cascavel é inquebrantável.
Com Toledo, a ligação foi profissional e se tornou emocional. Quem conhece a cidade sabe o quanto acolhedora é.
Por isso, vivo um caso de amor com as duas cidades.
Agora, o que me trouxe a escrever estas breves linhas. Não fui ontem ao Olímpico para uma das versões do Clássico da Soja. Mas ouvi atentamente o relato do meu filho Wanderley Graeff Junior, nascido em Toledo e torcedor ferrenho do Toledo E.C. O Juninho é técnico campeão amador Sub-20 pelo Penharol e líder da Torcida Gripe Suína, integrada em sua totalidade por jovens de ótima formação e caráter.
Pois o que o Juninho relatou é digno de registro com repercussão nos meios de comunicação e nas rodas de conversa de boteco. Ele elogiou a impecável organização do Clássico da Soja, salientando o profissionalismo imprimido pelos dirigentes do Futebol Clube Cascavel. Da mesma forma, não poupou elogios à torcida do Cascavel. Não houve nenhum atrito, nenhuma rusga, nada! Nada que pudesse enodoar o espetáculo da bola.
É assim que tem que ser. Cascavel e Toledo são cidades ligadas umbilical e indissociavelmente, não só sob o ponto de vista territorial pelos muitos quilômetros de divisa comum, mas sob o aspecto fraternal, com uma história de superação de dificuldades muito parecida. Que a rivalidade continue restrita aos 90 minutos mais os acréscimos de uma partida de futebol. Bendito seja este momento de maturidade da nossa história!

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1 Comentários:

Às 21 de janeiro de 2019 às 19:25 , Blogger Unknown disse...

Parabéns Vanderley. Um texto espetacular que nos prende do início ao fim. Essa sua narrativa sobre as histórias nas duas cidades posso comprovar. Eu estava naquele dia em que, se já existisse o Tadeu, voce estaria pedindo sua música no fantástico, pelos 3 gols marcados. Eu era da imprensa de Toledo e como tal torci muito pela imprensa de Toledo naquele jogo histórico. Não participei, porque no futebol meu único dom se resumiu a garganta, mas admirei os amigos em uma bela partida de futebol em um clima de muita união entre todos que na época defendiam suas cidades, mas acima de tudo a amizade entre colegas de imprensa. E olha que no rádio e TV existiram discussões acaloradas durante todo o campeonato. Espero que continue com suas crônicas, pois, elas nos transportam no tempo e nos levam a recordar de momentos muito felizes de nossas vidas. Um grande abraço. PAULO RICARDO KYSZCZUN.

 

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