Novo ministro se compromete a elevar resultados da educação
Ministro diz não ser radical e estar aberto ao diálogo
(Mariana Tokarnia e Pedro Rafael Vilela - Agência Brasil) - Brasília - O ministro da Educação, Abraham Weintraub, comprometeu-se hoje (9) a melhorar os resultados educacionais do Brasil com o orçamento atual. De acordo com ele, não é “radical” e tem experiência em gestão, daí a disposição em apresentar resultados, e destacou ser aberto ao diálogo. Também mencionou conhecer universidades estrangeiras inclusive na China.
“Com
o que a gente gasta em relação ao PIB [Produto Interno Bruto], a gente tem que
entregar mais”, afirmou Weintraub durante a cerimônia de posse, no Palácio do
Planalto, na presença do presidente Jair Bolsonaro e do ministro-chefe da Casa
Civil, Onyx Lorenzoni.
Segundo
Weintraub, como titular pretende “entregar o que foi prometido no plano de
governo. Bem sucintamente, mais com o mesmo que a gente já gasta”. Ele se disse
também aberto ao diálogo e enfatizou que não tem filiação partidária.
Mudanças
Weintraub
comparou a equipe do governo a um time de futebol e disse que às vezes trocas
são necessárias. “Dificilmente vai ver um técnico não fazer uma ou outra
modificação, não porque seja ruim ou seja bom, mas simplesmente porque naquele
momento ele não está adequado para aquela função.”
O
ministro reiterou que é de falar pouco, mas que fazia questão de dar
tranquilidade neste momento.
Escolha
Segundo
o presidente Jair Bolsonaro, a escolha de Weintraub foi feita entre mais de dez
"bons currículos" e que viu no indicado a maioria dos pré-requisitos
necessários para o cargo. “Ele é aquele que não tinha deficiência ou era melhor
em cada um desses itens [pré-requisitos para o cargo], por isso eu escolhi o
nosso Abraham."
Bolsonaro
afirmou que Weintraub terá liberdade para escolher sua equipe na pasta. Nos
últimos meses, houve troca em pelos mais de dez cargos do alto escalão do
ministério e órgãos vinculados na gestão de Vélez. "Ele [Weintraub], assim
como os demais ministros que estão aqui, tem carta branca para escolher todo o
seu primeiro escalão", disse.
O
presidente ressaltou que acredita no "empenho, dedicação e
patriotismo" do novo ministro e definiu o que espera de resultado na
educação até o fim do seu mandato.
"No
final do nosso mandato, se Deus quiser, em 2022, nós possamos ter uma garotada
que não esteja ocupando os últimos lugares do Pisa [Programa Internacional de
Avaliação de Alunos], uma prova internacional que se faz com a molecada desde a
nova série do ensino fundamental, na faixa dos 15 anos de idade. Nós queremos
que não mais 70% dessa garotada não saiba fazer regra de três simples, não
saiba interpretar texto, não saiba perguntas básicas de ciências".
Em
um ranking de 70 países, o Brasil ocupa a 63ª posição em ciências; a 59ª
posição em leitura e a 65ª posição em matemática, no Pisa.
Perfil
Weintraub
foi integrante da equipe de transição do governo do presidente Bolsonaro, e
ocupou o cargo de secretário executivo da Casa Civil, sob o comando de Onyx
Lorenzoni.
O
novo ministro é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),
mestre em administração na área de finanças pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV)
e graduado em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP - 1994).
Atuou
como economista-chefe e diretor do Banco Votorantim, e como sócio na Quest
Investimentos.
Dados
Atualmente,
o Brasil investe o equivalente a 5,5% do PIB, que é a soma dos bens e serviços
produzidos no país, de acordo com dados de 2015 do Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os últimos
disponíveis. Considerando apenas os gastos públicos com educação pública, esse
investimento é equivalente a 5% do PIB.
O
investimento está no mesmo patamar de países com melhores resultados
educacionais, quando se trata da porcentagem. O Chile, por exemplo, investe o
equivalente a 4,8% do PIB daquele país, o México, 5,3% e os Estados Unidos,
5,4%.
Em
valores, no entanto, o Brasil está aquém de outros países. O governo do Brasil
gasta cerca de US$ 3,8 mil por estudante dos ensinos fundamental e médio nas
instituições públicas, o que representa menos que a metade da média Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Viver News – Wanderley Graeff c/ assessoria
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