Sicredi promove Workshop sobre Clima, Agronegócios e Investimentos
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Rodrigo Eduardo Neves, analista econômico do Sicredi:
cenário é otimista
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O Workshop foi ministrado pelo analista econômico do
Banco Cooperativo Sicredi S/A, Rodrigo Eduardo Neves. Segundo ele, o cenário é
otimista. “O Brasil teve um crescimento econômico positivo até meados de 2014.
Posteriormente a isso, a gente observou em 2015 e 2016 uma grave crise
econômica, uma das piores que já passamos, e agora entramos em um novo governo,
que começa a buscar um planejamento de ajuste para as contas”.
A preocupação, no entanto, é se o governo terá base
de apoio suficiente para implementar as medidas propostas. “Não basta termos um
plano positivo, temos que conseguir aprovar isso no congresso. Hoje temos um
cenário com mais bancadas temáticas do que partidárias e mais cargos técnicos e
militares do que políticos. Com isso fica difícil estimar o apoio. Essa
dificuldade do Governo de ter jogo de cintura e trabalhar junto com a Câmara é
um ponto crítico”.
Durante o evento, o economista apontou quais são os
indicadores preocupantes em torno da economia e o que está disponível para
recuperação. Além disso, discutiu os desafios que os associados, e brasileiros
em geral, tem adiante, para auxiliarem a recolocar a economia do país nos
trilhos.
Agronegócio
O agronegócio é um pilar importante da economia
brasileira que foi fundamental durante a crise. A expectativa é que o setor
continue sendo valorizado. “Se o Brasil pensar que ser um país primário é algo
negativo e não valorizar esse e outros setores que estão desenvolvendo, não
poderemos agregar valor a partir disso. Mas vemos um cenário positivo. Apesar
de alguns problemas, a safra de soja e grãos, como um todo, apresenta um bom
resultado, assim como o setor da pecuária também vê uma recuperação gradual”.
A economia em torno do agronegócio, no país, busca
uma verticalização. O Sicredi, como um dos grandes investidores da última
safra, tem a missão de seguir apoiando os produtores brasileiros. Oferecer
capacitação em educação financeira e conscientizar sobre os impactos da
política e economia global sobre o mercado local é uma forma de estar junto com
o cooperado nesses novos desafios.
Para o presidente da Sicredi Progresso PR/SP, Cirio
Kunzler, estar ao lado do setor produtivo é um pilar do cooperativismo. “Este
encontro é mais uma etapa dos serviços que colocamos à disposição do associado.
Compreender o cenário econômico, político e climático é parte fundamental para
a tomada de decisão, então o Sicredi, para além de disponibilizar recursos,
está junto com o produtor para orientá-lo, e assim, crescermos juntos”.
No cenário de exportações há alguns percalços. “Não
podemos desconsiderar todos os embargos que sofremos em 2018 e que deixaram de
existir nesse setor que é tão importante para Toledo, que é a proteína animal.
Teremos um preço de grão não tão alto como em 2018, e consequentemente um custo
de produção de aves e suínos mais barato que no ano passado”.
Mas apesar dos embargos atenuados, na analise do economista,
o relacionamento do Governo com os países árabes, importantes importadores,
preocupa. “O Brasil tem que ser amigo de todo mundo e o governo tem entendido
isso. Somos um dos principais exportadores globais. Para buscar novas cadeias
temos que sustentar relações e buscar novas parcerias. Por exemplo, o selo na
carne bovina livre aftosa fez com que ganhássemos outros mercados. Ou seja,
temos percalços, mas o saldo ainda vem sendo positivo”.
Outra preocupação é a relação da China com os
Estados Unidos. “Não é descartado o risco de haver uma cláusula resolutiva em
que os Estados Unidos exijam a preferência por soja americana da China. Não tem
nada claro ainda, mas temos que mensurar esse risco. Por isso é importante que
o produtor brasileiro dilua a venda”.
Investimento
Investimento
O economista do Sicredi também falou sobre os
benefícios do investimento estrangeiro para todo o setor. “A parte logística do
Brasil, por exemplo, é um tanto quanto deficitária quando comparada com a dos
países com quem estamos competindo. Nós dependemos muito mais de rodovias, do
que de ferrovias e hidrovias, que são segmentos com potencial para expansão.
Existem outros países querendo investir aqui. Montar essas estruturas para todo
mundo se beneficiar de uma melhor cadeia comercial e logística”, explica.
A melhoria logística no Brasil viabiliza novas
fronteiras agrícolas. A redução do custo de produção, com economia no
escoamento e na compra de insumos possibilita abrir espaço para investimento.
Ou seja, com uma renda maior, a tendência é que o produtor invista em melhorias
e industrialização. “Quando a gente fala do milho, por exemplo, vemos o
potencial para o etanol”, comenta o economista.
O presidente da Sicredi Progresso PR/SP acredita que
o cooperativismo tem muito a contribuir para esta expansão de fronteiras e
verticalização do agronegócio. “O interesse primeiro da Cooperativa de Crédito
é promover o desenvolvimento local. A palestra do Rodrigo nos deu elementos
para acreditarmos num cenário favorável ao desenvolvimento da nossa Região e do
Brasil, mas também, nos deu elementos de precaução para tomada de decisão”,
avalia Cirio Kunzler.
Viver
News – Karine Graeff c/ assessoria
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