Pombos do Parque Ecológico estão contaminados com parasitas causando risco à saúde humana
Resultados preliminares do estudo piloto da situação sanitária dos
animais silvestres de Toledo realizados pela Secretaria de Desenvolvimento
Ambiental e Saneamento junto ao Hospital Veterinário da Universidade Federal Campus
Palotina nesta semana apontaram indícios de problemas de saúde nas pombas (Columba
livia).
Considerando que existem estudos que apontam diversas doenças que podem
ser transmitidas aos seres humanos pelos pombos, o município de Toledo decidiu
implementar medidas objetivando prevenir problemas de saúde pública.
Foram encontrados parasitas externos e internos. Todas as pombas coletadas
estavam com piolhos, moscas, parasitos intestinais diversos, isso demonstra que
elas estão doentes. A população de pombos é considerada alta e precisa ser
controlada para que se evite problemas de saúde pública.
A Bióloga da Prefeitura, Lilian Cardoso, explica que as pombas
domésticas que estão no Parque Ecológico Diva Paim Barth, são de uma espécie
exótica invasora que está amplamente distribuída pelo mundo todo, mas elas não
são nativas do Brasil e, por conta disso, se adaptaram a viver nesses ambientes
urbanizados, em prédios, telhados, entre outros.
“Essa espécie não vive na área de mato e se alimentam de restos alimentícios,
podendo os mesmos contraírem diversas doenças que podem ser transmitidas para
os seres humanos, (zoonoses) tais como problemas respiratórios,
meningite, diarréia, as próprias fezes podem conter fungos e causar sérios
problemas se inalada”.
“Por conta disso estamos desenvolvendo esse estudo e é importante que as
pessoas entendam que elas não devem se aproximar, alimentar ou criar tais
animais. Deve-se evitar ao máximo o contato e ao mesmo tempo devemos
adotar outras medidas, suprimindo abrigo, água e alimento”, relata
Lilian.
O Secretário Neudi Mosconi, afirma que devido o Parque ser um local de
grande concentração e movimentação de crianças e da comunidade, e após
estudos com resultados preocupantes, é necessário adotar medidas preventivas
urgentes e imediatas. O pombal que atualmente gera abrigo as pombas no Parque
Ecológico será fechado, ninhos serão retirados. “Essa ação é para que as mesmas
parem de se reproduzir. O fechamento será gradual para que elas possam se
adaptar às mudanças. Atualmente há cerca de 250 indivíduos no Parque”.
O secretário destaca ainda que situações mais graves estão ocorrendo no
Brasil com registro inclusive de óbitos humanos devido a contaminação da doença
conhecida como doença do pombo.
Os sintomas da Doença do Pombo são:
Dor de cabeça; Febre; Fraqueza; Fadiga; Dor no peito; Náusea; Vômito;
Sudorese noturna; Confusão mental; Alteração na visão e falta de ar.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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