Mercado financeiro espera que 2019 termine com inflação em 3,42%
Por Agência Brasil -
Instituições financeiras reduziram,
pela nona vez seguida, a estimativa para a inflação este ano.
Segundo pesquisa do Banco Central
(BC) feita junto ao mercado financeiro, divulgada todas as segundas-feiras pela
internet, a previsão para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo, passou de 3,43% para 3,42% em 2019.
Para 2020, a estimativa caiu de 3,79%
para 3,78%, na segunda redução seguida. A previsão para os anos seguintes não
teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50%, em 2022.
As projeções para 2019 e 2020 estão
abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de
inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4,25% em 2019, 4% em
2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto
percentual para cima ou para baixo.
O principal instrumento usado pelo BC
para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de
Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito
fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle
da inflação e estimulando a atividade econômica.
Quando o Copom aumenta a Selic, o
objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os
juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Para o mercado financeiro, a Selic
deve terminar 2019 em 4,75% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5,5% ao ano.
O mercado financeiro não alterou a
estimativa para o fim de 2020: 5% ao ano. Para 2021, a expectativa é que a
Selic termine o período em 6,50% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão permanece
em 7% ao ano.
Crescimento da
economia
A previsão para a expansão do Produto
Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é
mantida em 0,87% em 2019, há cinco semanas consecutivas.
As estimativas para os anos seguintes
também não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.
Dólar
A previsão para a cotação do dólar
segue em R$ 4 e, para 2020, subiu de R$ 3,91 para R$ 3,95.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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