31/03/2020

Prefeito de Toledo sinaliza com possibilidade à reabertura do comércio

Entre a cruz e a espada, COE definirá hoje se abre ou mantém quarentena
Toledo: COE decide hoje se atividade comercial poderá ser retomada
O comércio de Toledo vive a expectativa de reabrir as suas portas e voltar a atender ao público. A decisão sobre a possibilidade de retomada da atividade comercial será tomada hoje em reunião do Centro de Operações de Emergências (COE), em horário ainda indefinido. Qualquer que seja a decisão, ela só deverá ser anunciada ao final da tarde desta teça-feira.
A concluir pelo que deixou a entender o prefeito Lucio de Marchi, em entrevista a Edio Rossetto, na Rádio Guaçu, na manhã de hoje, isso poderá efetivamente ocorrer. Lucio sinalizou que em sendo flexibilizado o decreto que determinou a cessão de atividades mantendo-se apenas as consideradas essenciais, isso deverá ocorrer obedecendo a critérios rigorosos de controle para evitar aglomerações no interior dos estabelecimentos.
Lúcio de Marchi chegou a pedir aos comerciantes que não realizem promoções, "uma vez que elas costumam atrair mais gente e gerar aglomerações".

Dilema
O prefeito de Toledo vive o dilema de todos os governantes em meio à maior crise mundial de saúde. É um momento em que a posição das autoridades de saúde pela manutenção da quarentena é confrontada pelo clamor da classe empresarial, preocupada com a falta de fluxo de caixa para a manutenção dos seus negócios e a manutenção de empregos. Na última semana, várias entidades, como Acit, Sinvar e Comdet, encaminharam pedido expresso às autoridades pela reabertura do comércio.
A maioria das empresas deu férias coletivas aos seus colaboradores, mas várias já estão efetivando demissões. O titular de uma empresa disse ao Viver Toledo que deu férias coletivas a mais de 40 colaboradores e que alguns deles não retornarão aos seus empregos.  “Não tenho como manter todos eles. Uns dez serei obrigado a demitir”, afirmou.
Segundo o presidente da Feira do Produtor, José Martins, a expectativa é de que a atividade comercial seja autorizada para minimizar os prejuízos. “Vemos cenas chocantes, de produtor passando o trator em suas hortas, pois não tem para quem vender a sua produção”, disse em entrevista a Paulo Weber, na Rádio Integração.
Viver Toledo – Editores: Wanderley Graeff e Karine Graeff
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