Aprovado projeto que estabelece medidas para evitar proliferação do Aedes aegypti
Além de enfrentar o novo
coronavírus, os paranaenses também estão na batalha contra a dengue. O número
de casos confirmados da doença continua aumentando consideravelmente e já afeta
333 municípios do Paraná. Na tentativa de reforçar as ações de combate à
epidemia e também de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti foi
aprovado em terceira discussão na sessão remota de segunda-feira (27) o projeto
de lei 905/2019 que estabelece uma série de medidas para evitar a proliferação
do mosquito.
A proposta prevê que
proprietários de imóveis devem conservar quintais limpos, recolher qualquer
objeto que possa acumular água e manter caixas d’água vedadas. Nos terremos
baldios, a remoção de entulhos que possam acumular água passa a ser
obrigatório. Proprietários de laminadoras de pneus, borracharias, depósito de
materiais, ferros velhos e similares devem manter os objetos secos, abrigados
da chuva e atender as determinações emitidas pelos agentes de saúde.
O depósito a céu aberto
de materiais só será permitido se não oferecer risco de se tornarem criadouros
para o Aedes aegypti. O projeto prevê ainda a realização de ações educativas e
de mutirões de limpeza e estabelece também ações estratégicas de vigilância em
saúde.
Na justificativa do
projeto, os autores ressaltam que dados da Organização Mundial da Saúde apontam
que 80 milhões de pessoas por ano são infectadas por doenças transmitidas pelo
mosquito. “Nesta perspectiva, assim como outros animais, o Aedes aegypti
representam uma ameaça para a saúde pública do Brasil, país no qual o clima
tropical oferece condições perfeitas para a proliferação do mosquito,
transmissor da dengue e de outras doenças”.
Boletim
O último Boletim
Epidemiológico da Dengue divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde em 22 de
abril revela que o Paraná já tem 128.405 casos confirmados da doença. São 203
cidades em epidemia e outras 30 em alerta. Além da dengue, o Aedes aegypti
também é responsável pela transmissão da febre amarela, chikungunya e zika
vírus.
Em Toledo, já são
aproximadamente 4 mil casos.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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