Vaquinha: da alegria dos gols à vibração pela saúde do artilheiro
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| Vaquinha, agachado ao centro, no Toledo em 1979, no antigo 14 de Dezembro |
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| O ídolo, o último agachado, já na reta final da carreira no novo 14 de Dezembro |

Os
narradores de futebol se referem à “marcha implacável do tempo” como uma das
mais repetidas analogias à corrida do cronômetro encurtando a distância para o
fim do jogo. Pois, notícias envolvendo expoentes do esporte de Toledo e região,
deixaram triste a segunda-feira. Uma delas, a sentença inexorável: o fim do
tempo para o professor Klaus Fuchs, aos 70 anos. Foi uma grande referência do esporte
toledano e um dos profissionais de educação física mais respeitados no seu
tempo.
Tambem nesta segunda, ocorria o internamento na UTI do Hospital Bom Jesus de um dos maiores
artilheiros da história do nosso futebol. Quem vibrou pelos seus gols, agora emite vibrações pela recuperação da saúde para que o tempo do artilheiro seja ainda longo.
Por
João da Silva Pedro, seu nome de batismo, poucos o conhecem. Mas em se falando
de Vaquinha, não há um amante do futebol que não tenha saudades dos seus gols -
ou ao menos referências das gerações mais antigas.
Segundo
me relatou seu filho Mairo, que no início de sua efêmera carreira profissional
tambem herdou o apelido paterno, Vaquinha não acordou esta manhã. Efeito do
primeiro estágio da doença que o acomete.
Vaquinha
vai completar 70 anos no dia 23 de julho. Nasceu em Centenário do Sul e
defendeu várias camisas, incluindo as do Atlético-PR, Pinheiros, Londrina,
Uberaba e Cascavel. Mas foi no Toledo que ele verdadeiramente se identificou
com a torcida e se tornou ídolo. Ele proporcionou muitas alegrias ao torcedor,
que muito vibrou com os seus gols e a forma irreverente e peculiar de comemorá-los.
É um apaixonado pela música e sambista de desenvoltura, que testemunhei em
muitos bailes em que estivemos juntos nos salões do Clube do Comércio, do
Toledão e do Yara Country Clube.
A
irreverência do Vaquinha levou o Clássico da Soja à maior projeção nacional que
poderia ocorrer naquela época. Era o Campeonato Paranaense de 1980. O Ninho da
Cobra estava abarrotado, não cabia mais ninguém. Foi ali no gol de fundos do
velho estádio do Alto Alegre que o Vaquinha deixou a sua marca de artilheiro contra
o goleiraço Zico. E saiu pra começar dançando, endoidecido, entorpecido pelo
ápice de felicidade de que pode desfrutar um artilheiro. Foi o artilheiro do Fantástico,
da Rede Globo, colocando as então modestas Toledo e Cascavel no pico da maior
audiência da televisão do país. Aquelas imagens correram o mundo.
Agora,
os fãs do Vaquinha que tiveram memoráveis tardes de alegria nos domingos de
futebol no 14 de Dezembro, se voltam aos céus em orações pela recuperação do
artilheiro que encantou e conquistou uma cidade e uma região.
Por
certo o céu deve ter pistas de atletismo e quadras esportivas, às quais o
Criador deve ter reservado um bom lugar ao Klaus Fuchs.
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| Klaus Fuchs, expoente do esporte toledano |
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