Dengue: casos diminuem mas ainda representam perigo
As Enfermeiras da
Vigilância Epidemiológica do Município (VIEP), Cleunice Sarturi e Rosana
Cerbarro, realizaram na última semana uma análise da evolução dos casos de dengue
e a relação com as medidas de prevenção que foram adotadas pelo município para
combate e controle da epidemia. A aplicação de inseticidas e a chegada do frio
contribuíram com a diminuição da curva de contaminação.
Números
Até a divulgação do
último boletim informativo da dengue, o município de Toledo contava com 5.112
casos notificados, sendo 4.700 casos autóctones e 62 casos importados,
totalizando 4.762 casos positivos. Destes, já foram contabilizados quatro
óbitos vítimas da doença. Foram 345 casos descartados e cinco ainda aguardam
resultado.
Avaliação
“Tivemos o pico máximo
dos casos de dengue na semana epidemiológica 11 (08 a 14 de março) com 665
casos notificados, sendo 637 casos confirmados. Toledo não possuía o inseticida
para aplicação costal devido a troca de insumo fornecida pelo Ministério da
Saúde. Num esforço junto a 20ª Regional de Saúde foi dispensado o inseticida
para atender a urgência de nosso município”, lembra a Enfermeira Cleunice.
No dia 09 de março teve
início a aplicação do UBV costal nas regiões de maior número de casos
concentrados (Jardim Rossoni, Vila Paulista e parte da Vila Industrial). A ação
durou até o dia 1º de abril. Observou-se
que logo após a inicialização do UBV costal houve uma queda dos casos na semana
12 e, consequentemente, nas semanas seguintes.
Fumacê
“Com a queda das
temperaturas que iniciou no dia 12 de abril, sinalizado pela semana 16,
observamos uma queda mais significativa com o registro de 51 casos na semana 21
(17 a 23 de maio)”, disse a enfermeira.
O método de pulverização
conhecido como “fumacê”, considerado o UBV pesado, foi iniciado no dia 02 de
maio. “Esta estratégia foi pensada em três linhas de enfrentamento: a cidade
foi dividida ao meio para depois separar as localidades das três linhas de
enfrentamento devido cada ciclo ter que passar cinco vezes na mesma localização”,
explicou Cleunice.
Aplicação
A aplicação do fumacê
depende muito dos fatores climáticos (vento, chuva, neblina) por este motivo
muitas vezes o ciclo de uma localidade pré agendada pode atrasar. “Por esses
motivos não temos como dizer ao certo quanto tempo levará a aplicação de cada
um dos cinco ciclos do fumacê”, informou o Coordenador de Endemias, Selídio
José Schmitt. A segunda fase do fumacê
já teve início.
A equipe 1 é responsável
em realizar a pulverização do fumacê no Pasquali, Industrial I e II, Esplanada,
Planalto, Tocantins I e II, Santa Maria, Panambi I.
A equipe 2 passará pelo
Orquídeas, Facchini, Santa Clara l, Coopagro, Vila Becker, Filadélfia, Pancera,
Rossoni l e La Salle. Já a equipe 3 ficará com o Croma, São Francisco l, II e
III, Panorama l, II e III, Bressan e Parizotto.
“Apesar do clima mais
frio, que retarda o desenvolvimento das larvas, e o fumacê que é um serviço
paliativo que tenta capturar o mosquito adulto, se a população não fizer as
limpezas corretas dos quintais eliminando os criadouros, as larvas continuam e
novos mosquitos vão nascer”, esclarece Schmitt.
Viver Toledo – Editores: Wanderley Graeff e Karine Graeff
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