Biopark formaliza doação de terreno e UTFPR projeta cursos de TI
(Por Wanderley Graeff - Viver Toledo) - Em meio aos campos verdejantes e férteis terras de produção extraordinária que fazem a riqueza do município detém o título de “Capital do Agronegócio do Paraná”, consolida-se a cada dia o processo de construção de uma nova cidade. Projetado para no futuro gerar 30 mil empregos e abrigar cerca de 60 mil moradores, o território do Biopark dá passos largos para transformar em realidade o sonho de um casal de visionários.
Uma nova etapa desse processo foi dada nesta quarta-feira (2), quando o Biopark formalizou a doação de uma área de 37.375 m² para a Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR. Na mesma ocasião foi assinado um protocolo de intenções para a implantação de cursos na área da tecnologia da informação.
O
evento foi virtual com a participação do presidente do Biopark, Luiz Donaduzzi,
do reitor da UTFPR, professor Luiz Alberto Pilatti, outros dirigentes da instituição
e lideranças locais, regionais e estaduais.
“Estou
finalizando o mandato de quatro anos e é um dos meus últimos atos como reitor,
que coroa um trabalho desenvolvido por muitas mãos”, comemorou o reitor Luiz
Alberto Pilatti. Ele ressaltou a crença na seriedade do Biopark, enfatizando
que os passos estão sendo dados firmemente na direção de transformar Toledo, o
Paraná e o Brasil. “Estamos fincando a nossa bandeira hoje num empreendimento
que está mudando todo um cenário”, disse.
A
UTFPR tem três fases já estabelecidas para a edificação no Biopark, englobando
os prazos de cinco, 12 e 20 anos. Atualmente a Universidade mantém em parceria
com o Biopark o Mestrado Profissional em Tecnologias em Biociências (PPGBio) e
possui no Empreendimento um laboratório que desenvolve pesquisas na área de
Manufatura Aditiva. O novo campus da UTFPR prevê atividades nas áreas de
inovação, pós-graduação e até programas de doutorado em interação com os
empreendimentos do Biopark.
Educação de qualidade
O
presidente do Biopark, Luiz Donaduzzi, fez um breve relato dos propósitos que
ele e a esposa Carmem Donaduzzi fizeram quando retornaram do doutorado que
realizaram na França, no sentido de promover alguma diferença para a geração de
empregos e formação do ser humano. Esses propósitos resultaram no que é hoje a indústria
farmacêutica Prati-Donaduzzi e no que o Biopark está se tornando no contexto da
formação de mão-de-obra altamente especializada.
Donaduzzi
for mais além afirmando que ao longo da história da Prati-Donaduzzi se deparou
com pessoas que tiveram formação superior, mas que não tinham aprendido nada, numa
crítica dura à qualidade questionável de cursos de instituição públicas e
privadas.
Ele
também citou a questão da renda das famílias, comentando quer “se uma família
não tiver uma renda mínima, a próxima geração está fadada a ser pobre. Hoje,
uma minoria consegue colocar os filhos numa escola boa e assim a próxima
geração da família vai continuar pobre. Isso é inadmissível e profundamente
dolorido”, disse.
Por
outro lado, criticou também a política de exportação de talentos, considerando
inadmissível que o cidadão pobre brasileiro pague a conta da formação de cérebros
que serão acolhidos pelos países ricos. “Os pobres pagam a formação dos ricos,
que depois vão para o exterior. Isso é um crime”, afirmou.
Esse
processo, afirmou, o Biopark ajuda a equilibrar, atraindo instituições comprometidas
com a qualidade da formação dos seus estudantes.
Processo acelerado
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| Biopark: novos empreendimentos consolidam território da inovação e pesquisa |
Na
avaliação de Luiz Donaduzzi, o processo de implantação do Biopark está
acelerado. A meta inicial de três instituições de ensino superior foi superada
e já são quatro, entre elas a Universidade Federal do Paraná com o curso de
Medicina. Ele estimou em 500 CNPJs para atingir a meta futura de 30 mil
empregos e apontou que para o ano o território já deverá abrigar cerca de 300
empresas.
Donaduzzi
elencou as próximas etapas com a construção de um hospital e clínicas médicas,
o processo de implantação de indústrias, anunciando para breve a divulgação de
uma grande âncora industrial, e a construção estimada de 50 prédios de até
oitos andares, num total de mil apartamentos, os quais o Biopark está lançando
a campanha bancando o aluguel por dois anos.
“Atualmente,
temos a instalação de uma empresa a cada 72 horas. Podemos mais”, assegurou,
pontuando que aos poucos vai nascendo uma cidade, com a demanda por vários
estabelecimentos para dar sustentação ao público que frequenta o Biopark, como
restaurantes, farmácias, etc., além do planejamento já previsto de creche e
educação até o ensino médio.
Em
meio a tudo isso, o processo imobiliário, segundo o idealizador previsto não
para gerar lucro, mas recursos para as etapas de implantação do Biopark, segue
a passos largos, com grande procura pelos terrenos.
Viver Toledo – Editores:
Wanderley Graeff e Karine Graeff
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