02/09/2020

Biopark formaliza doação de terreno e UTFPR projeta cursos de TI

Parque Tecnológico já abriga quatro IES e se encaminha para ganhar forma de cidade



(Por Wanderley Graeff - Viver Toledo) - Em meio aos campos verdejantes e férteis terras de produção extraordinária que fazem a riqueza do município detém o título de “Capital do Agronegócio do Paraná”, consolida-se a cada dia o processo de construção de uma nova cidade. Projetado para no futuro gerar 30 mil empregos e abrigar cerca de 60 mil moradores, o território do Biopark dá passos largos para transformar em realidade o sonho de um casal de visionários. 
Uma nova etapa desse processo foi dada nesta quarta-feira (2), quando o Biopark formalizou a doação de uma área de 37.375 m² para a Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR. Na mesma ocasião foi assinado um protocolo de intenções para a implantação de cursos na área da tecnologia da informação.
O evento foi virtual com a participação do presidente do Biopark, Luiz Donaduzzi, do reitor da UTFPR, professor Luiz Alberto Pilatti, outros dirigentes da instituição e lideranças locais, regionais e estaduais.
“Estou finalizando o mandato de quatro anos e é um dos meus últimos atos como reitor, que coroa um trabalho desenvolvido por muitas mãos”, comemorou o reitor Luiz Alberto Pilatti. Ele ressaltou a crença na seriedade do Biopark, enfatizando que os passos estão sendo dados firmemente na direção de transformar Toledo, o Paraná e o Brasil. “Estamos fincando a nossa bandeira hoje num empreendimento que está mudando todo um cenário”, disse.
A UTFPR tem três fases já estabelecidas para a edificação no Biopark, englobando os prazos de cinco, 12 e 20 anos. Atualmente a Universidade mantém em parceria com o Biopark o Mestrado Profissional em Tecnologias em Biociências (PPGBio) e possui no Empreendimento um laboratório que desenvolve pesquisas na área de Manufatura Aditiva. O novo campus da UTFPR prevê atividades nas áreas de inovação, pós-graduação e até programas de doutorado em interação com os empreendimentos do Biopark.
Educação de qualidade
O presidente do Biopark, Luiz Donaduzzi, fez um breve relato dos propósitos que ele e a esposa Carmem Donaduzzi fizeram quando retornaram do doutorado que realizaram na França, no sentido de promover alguma diferença para a geração de empregos e formação do ser humano. Esses propósitos resultaram no que é hoje a indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi e no que o Biopark está se tornando no contexto da formação de mão-de-obra altamente especializada.
Donaduzzi for mais além afirmando que ao longo da história da Prati-Donaduzzi se deparou com pessoas que tiveram formação superior, mas que não tinham aprendido nada, numa crítica dura à qualidade questionável de cursos de instituição públicas e privadas.
Ele também citou a questão da renda das famílias, comentando quer “se uma família não tiver uma renda mínima, a próxima geração está fadada a ser pobre. Hoje, uma minoria consegue colocar os filhos numa escola boa e assim a próxima geração da família vai continuar pobre. Isso é inadmissível e profundamente dolorido”, disse.
Por outro lado, criticou também a política de exportação de talentos, considerando inadmissível que o cidadão pobre brasileiro pague a conta da formação de cérebros que serão acolhidos pelos países ricos. “Os pobres pagam a formação dos ricos, que depois vão para o exterior. Isso é um crime”, afirmou.
Esse processo, afirmou, o Biopark ajuda a equilibrar, atraindo instituições comprometidas com a qualidade da formação dos seus estudantes.
Processo acelerado
Biopark: novos empreendimentos consolidam território da inovação e pesquisa
Na avaliação de Luiz Donaduzzi, o processo de implantação do Biopark está acelerado. A meta inicial de três instituições de ensino superior foi superada e já são quatro, entre elas a Universidade Federal do Paraná com o curso de Medicina. Ele estimou em 500 CNPJs para atingir a meta futura de 30 mil empregos e apontou que para o ano o território já deverá abrigar cerca de 300 empresas.
Donaduzzi elencou as próximas etapas com a construção de um hospital e clínicas médicas, o processo de implantação de indústrias, anunciando para breve a divulgação de uma grande âncora industrial, e a construção estimada de 50 prédios de até oitos andares, num total de mil apartamentos, os quais o Biopark está lançando a campanha bancando o aluguel por dois anos.
“Atualmente, temos a instalação de uma empresa a cada 72 horas. Podemos mais”, assegurou, pontuando que aos poucos vai nascendo uma cidade, com a demanda por vários estabelecimentos para dar sustentação ao público que frequenta o Biopark, como restaurantes, farmácias, etc., além do planejamento já previsto de creche e educação até o ensino médio.
Em meio a tudo isso, o processo imobiliário, segundo o idealizador previsto não para gerar lucro, mas recursos para as etapas de implantação do Biopark, segue a passos largos, com grande procura pelos terrenos.
Viver Toledo – Editores: Wanderley Graeff e Karine Graeff
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