Brasil está oficialmente saindo da recessão, afirma ministro
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| Marcelo Camargo/Agência Brasil |
Por Agência Brasil - O Brasil está oficialmente
saindo da recessão, afirmou hoje (13) o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao
participar virtualmente do 39º Encontro Nacional do Comércio Exterior (Enaex).
“Recebemos hoje a notícia de que o Brasil está oficialmente está saindo da
recessão”, disse Guedes.
Ele destacou que
sua “hipótese de trabalho” é que as contaminações pelo novo coronavírus estão
em queda e que a “vacina está chegando”. “O Brasil está conseguindo combater a
doença. Isso é um fato que está acontecendo do lado da saúde. Do outro lado, da
economia, é um fato que o Brasil está saindo da recessão”, enfatizou.
Para o ministro, o
governo tem cerca de um ano e meio para transformar a retomada da economia em
crescimento sustentável. “Em vez de uma onda de consumo, em uma forte recuperação
cíclica, o desafio é transformar isso na ampliação da capacidade produtiva.”
O Índice de
Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o
período), divulgado nesta sexta-feira, mostrou crescimento de 9,47% no terceiro
trimestre deste ano, na comparação com o segundo trimestre. Em setembro,
comparado a agosto, houve expansão de 1,29%.
Em relação ao
terceiro trimestre do ano passado, foi registrada queda de 3%. Em 12 meses
encerrados em setembro, houve retração de 3,32%.
Guedes ressaltou
que o país criou 300 mil empregos em setembro. Segundo o ministro, o “ritmo
está tão forte que talvez seja difícil manter” a criação de emprego nesse
patamar.
O ministro lembrou
que, em anos anteriores de crise, as perdas de emprego foram maiores no que na
atual. Neste ano, até setembro, a perda chegou a 550 mil postos de trabalho,
contra 650 mil na recessão de 2015 (de janeiro a setembro) e 687 mil em igual
período de 2016. “Os erros de política econômica causaram mais dano do que a
pandemia”, afirmou.
Teto de gastos
O ministro da
Economia voltou a defender o controle das contas públicas, por meio do teto de
gastos. “Não vamos aumentar impostos, então precisamos do controle de gastos”,
disse.
Para Guedes, o
teto de gastos é uma “barreira contra a irresponsabilidade com as finanças
públicas”. “É importante que lutemos para manter esse teto para mudar o eixo da
economia brasileira que era baseada nos investimentos dirigidos pelo governo.”
Guedes destacou
ainda que os servidores públicos “aceitaram com patriotismo” o congelamento de
salários neste ano e em 2021 como contribuição para o enfrentamento da
pandemia. “Os salários estavam muito acima da média do setor privado, e o
funcionalismo, com patriotismo, porque não houve grandes reclamações, aceitou
essa contribuição de não pedir aumento durante este ano de pandemia e o ano que
vem, quando estaremos ainda com o efeito devastador sobre as finanças
públicas”, afirmou.
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