Butantan anuncia que testes da CoronaVac chegaram à fase final
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| Reuters/Thomas Peter |
Por Agência Brasil
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Chegou à fase final o estudo clínico da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo
Instituto Butantan em parceria com biofarmacêutica Sinovac Life Science. De
acordo com informações do governo de São Paulo e do Instituto Butantan, os
resultados sairão na primeira semana de dezembro e a previsão é a de que, até
janeiro de 2021, 46 milhões de doses estejam disponíveis no Brasil.
Os resultados
serão enviados pelo Comitê Internacional independente na primeira semana de
dezembro para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analise o
relatório para verificação da vacina. Os testes no Brasil estão sendo
coordenados desde julho pelo Butantan em 16 centros de pesquisa científica
espalhados em sete estados brasileiros e no Distrito Federal, com 13 mil voluntários
envolvidos. Na última semana, o primeiro lote com 120 mil doses chegou a São
Paulo.
Na última
terça-feira (17), os resultados da fase anterior de estudos clínicos da
CoronaVac foram publicados pela revista científica Lancet, uma das mais
importantes do mundo. A publicação mostrou que a vacina é segura e tem
capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação
em 97% dos casos.
Hoje (23) a
farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou a vacina que o laboratório está
desenvolvendo contra o novo coronavírus pode ter 90% de eficácia, sem nenhum
efeito colateral grave. Desenvolvida pela Universidade de Oxford, atingiu esse
percentual na prevenção da doença quando administrada em meia dose e, pelo
menos um mês depois, uma dose integral, de acordo com dados do estudo clínico
em estágio avançado realizado no Reino Unido e no Brasil. A farmacêutica terá
200 milhões de doses da vacina até o final deste ano, com 700 milhões de doses
prontas globalmente até o fim do primeiro trimestre de 2021.
A americana Pfizer
informou na última quarta-feira (18) que os resultados finais do teste de
estágio avançado de sua vacina mostram que o imunizante é 95% eficaz, tem todos
os dados de segurança exigidos referentes a dois meses e que solicitaria
autorização para uso emergencial nos Estados Unidos em alguns dias. Segundo a
Pfizer, a eficácia da vacina desenvolvida em parceria com alemã BioNTech foi
consistente em dados demográficos de idade e etnia, e que não houve efeitos
colaterais importantes.
A concorrente
Moderna divulgou na segunda-feira (16) dados preliminares para sua vacina,
mostrando eficácia semelhante.
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