11/11/2020

Por algum motivo, o Criador não conferiu ao cérebro humano neurônios impondo limitações de pensamento

* Wanderley Graeff é editor do Viver Toledo

Uma imagem emblemática, com o ator Tarcísio Meira, na estreia no jornalismo

“Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”( Evelyn Beatrice Hall)
Ao longo da minha trajetória de mais de 42 anos de exercício do jornalismo jamais misturei minha forma de interpretar os diversos ambientes da política com a minha postura profissional. Como jornalista – aliás, o que tem mais tempo de atividades em Toledo -, conquistei o respeito de todas as correntes ideológicas exatamente por defender a democracia ao extremo e dar oportunidade de manifestação a todos, indistintamente. Minha história fala por si só.

Como profissional da comunicação, trabalhei em vários veículos deixando sempre as portas abertas a cada saída. Prestei serviços a muitas pessoas, entidades e instituições, incluindo o fato de ter sido o primeiro jornalista a fazer assessoria para sindicatos da cidade - Comerciários, Trabalhadores Rurais, Alimentação e Bancários; o primeiro a ser nomeado assessor parlamentar na Câmara Municipal de Toledo, onde somei sete anos de atividades, incluindo dois anos como assessor de Imprensa; e o honroso cargo de secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Toledo. Na vida social e comunitária, presidi a Associação Toledana de Imprensa e o Yara Country Clube.

Pessoalmente, tenho minhas convicções e não curto extremismos. Mas respeito quem professa a sua ideologia, seja ela qual for, de direita ou de esquerda. O ser humano só perde o respeito quando se torna irracional.

Ao mesmo tempo, vejo meus filhos se manifestando em relação a situações políticas e me orgulho disso, pois demonstram serem cidadãos participativos e ativos na sociedade, com pensamento crítico. É do livre arbítrio deles e, assim como qualquer um que se manifeste, merecem respeito, assim como eles devem ser suficientemente preparados para o enfrentamento com bons argumentos às ideias de quem pensa diferente. E graças a Deus, isso eles aprenderam em casa, comigo e com a Luciane, e com os bons educadores que colaboraram em todos os estágios da sua formação.

Quem pensa diferente, é do livre arbítrio delegado por um Ser superior que quis que assim fosse. Do contrário, ele teria criado o ser humano com uma linha extra de neurônios impondo limitações de pensamento, mas o Criador é perfeito e sabe que isso significaria restringir o seu maior presente: a inteligência.

Democracia é saber respeitar. Agora, com o que não concordo é com a argumentação tosca e a rotulação que procura ser pejorativa sobre quem não compactua com as mesmas ideias de outrem. Isso não é democracia. Por meus filhos não gostarem de determinado político, não quer dizer que eles sejam integrantes ou compactuem com um ou outro partido radicalmente oposto àquele político.

Mas e daí? Posições manifestadas eventualmente geram incompreensões de pessoas que talvez queiram que prevaleça a unanimidade, já há muito e apropriadamente apelidada de “burra”. Geram mais consequências, inclusive represálias comerciais.

- Ah! Mas onde isso acontece?

- Sim, isso acontece aqui mesmo na nossa pujante Toledo!

- Sim e isso não é da democracia!

Reitero: quem acompanha o nosso trabalho sabe que ele é absolutamente imparcial. Democracia, sempre. Não é o suficiente? Mais doses de democracia, à exaustão, se preciso for. Do contrário, é outra coisa.

www.biopark.com.br/educacao







0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial