Por algum motivo, o Criador não conferiu ao cérebro humano neurônios impondo limitações de pensamento
* Wanderley Graeff é editor do Viver Toledo

Uma imagem emblemática, com o ator Tarcísio Meira, na estreia no jornalismo
Ao longo da minha trajetória de mais de 42 anos de exercício do jornalismo jamais misturei minha forma de interpretar os diversos ambientes da política com a minha postura profissional. Como jornalista – aliás, o que tem mais tempo de atividades em Toledo -, conquistei o respeito de todas as correntes ideológicas exatamente por defender a democracia ao extremo e dar oportunidade de manifestação a todos, indistintamente. Minha história fala por si só.
Como
profissional da comunicação, trabalhei em vários veículos deixando sempre as
portas abertas a cada saída. Prestei serviços a muitas pessoas, entidades e
instituições, incluindo o fato de ter sido o primeiro jornalista a fazer
assessoria para sindicatos da cidade - Comerciários, Trabalhadores Rurais,
Alimentação e Bancários; o primeiro a ser nomeado assessor parlamentar na
Câmara Municipal de Toledo, onde somei sete anos de atividades, incluindo dois
anos como assessor de Imprensa; e o honroso cargo de secretário de Comunicação
Social da Prefeitura de Toledo. Na vida social e comunitária, presidi a
Associação Toledana de Imprensa e o Yara Country Clube.
Pessoalmente,
tenho minhas convicções e não curto extremismos. Mas respeito quem professa a
sua ideologia, seja ela qual for, de direita ou de esquerda. O ser humano só perde
o respeito quando se torna irracional.
Ao
mesmo tempo, vejo meus filhos se manifestando em relação a situações políticas
e me orgulho disso, pois demonstram serem cidadãos participativos e ativos na
sociedade, com pensamento crítico. É do livre arbítrio deles e, assim como qualquer
um que se manifeste, merecem respeito, assim como eles devem ser
suficientemente preparados para o enfrentamento com bons argumentos às ideias
de quem pensa diferente. E graças a Deus, isso eles aprenderam em casa, comigo
e com a Luciane, e com os bons educadores que colaboraram em todos os estágios
da sua formação.
Quem
pensa diferente, é do livre arbítrio delegado por um Ser superior que quis que
assim fosse. Do contrário, ele teria criado o ser humano com uma linha extra de
neurônios impondo limitações de pensamento, mas o Criador é perfeito e sabe que
isso significaria restringir o seu maior presente: a inteligência.
Democracia
é saber respeitar. Agora, com o que não concordo é com a argumentação tosca e a
rotulação que procura ser pejorativa sobre quem não compactua com as mesmas ideias
de outrem. Isso não é democracia. Por meus filhos não gostarem de determinado
político, não quer dizer que eles sejam integrantes ou compactuem com um ou
outro partido radicalmente oposto àquele político.
Mas
e daí? Posições manifestadas eventualmente geram incompreensões de pessoas que
talvez queiram que prevaleça a unanimidade, já há muito e apropriadamente apelidada
de “burra”. Geram mais consequências, inclusive represálias comerciais.
-
Ah! Mas onde isso acontece?
-
Sim, isso acontece aqui mesmo na nossa pujante Toledo!
-
Sim e isso não é da democracia!
Reitero:
quem acompanha o nosso trabalho sabe que ele é absolutamente imparcial. Democracia,
sempre. Não é o suficiente? Mais doses de democracia, à exaustão, se preciso
for. Do contrário, é outra coisa.
![]() |
| www.biopark.com.br/educacao |




0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial