05/01/2021

Paraná é destaque no País na produção de plantas medicinais

 

O Paraná tem a maior tradição na produção de fitoterápicos no Brasil. O Estado possui uma área de 6 mil hectares ocupada com espécies potenciais, medicinais, condimentares e aromáticas, que rendem uma produção anual média de 18,6 mil toneladas e uma receita de R$ 88,5 milhões.

“Tudo iniciou na década de 1970, quando o Estado começou a ter muitas áreas dedicadas à plantação de menta, que era usada na fabricação do óleo essencial e destinado à exportação”, conta Laís Gomes Adamuchio de Oliveira, coordenadora estadual de plantas potenciais, medicinais, aromáticas e condimentares do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater.

Apesar de a menta ter sido praticamente dizimada no território paranaense por uma doença e de não ser mais o forte da produção no Estado, a tradição do cultivo de plantas com propriedades terapêuticas e medicinais permaneceu.

Segundo a coordenadora, o plantio de plantas potenciais – plantas medicinais, aromáticas e condimentares – é uma excelente opção para a agricultura familiar por terem alta rentabilidade por área, chegando a ser até dez vezes mais lucrativas do que os grãos. Além disso, o cultivo demanda muita mão de obra, o que acaba gerando mais empregos.

Laís afirma que a busca das pessoas por produtos naturais tem alavancado o setor, principalmente aqueles para tratar a ansiedade, como lavanda, maracujá folha, capim-limão e erva-cidreira. “

Segundo os dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, são 154 municípios paranaenses envolvidos na produção das espécies potenciais, medicinais, aromáticas e condimentares, atendidos com assistência técnica do IDR-Paraná.

Destaque

O grande destaque é a camomila, com 1.853 hectares distribuídos em 14 municípios. O Paraná se sobressai também como exportador de ginseng brasileiro e óleo essencial de menta japonesa.

Laís explica que a secretaria está finalizando um grande mapeamento que vai listar onde cada espécie de planta é cultivada no Estado. “Este levantamento facilitará, sobretudo, a comercialização destas plantas para grandes empresas”.

Entretanto, para que as plantas tenham apelo junto a empresas farmacêuticas, a capacitação dos agricultores é fundamental. “É preciso cuidar desde o plantio, passando pela colheita, até o beneficiamento para que não percam os princípios ativos que são de interesse das empresas compradoras. Os mercados de fitoterápicos e de óleos essenciais exigem mais cuidado e, por isso, a importância da assistência técnica”, afirma.

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