Carta de Manifesto: A tragédia imposta ao comércio varejista além de ser tremendamente injusta não é razoável
Sindicato do Comércio Varejista e Câmara da Mulher se manifestam sobre lockdown
O SINVAR - Sindicato Empresarial do Comércio Varejista de Toledo e a Câmara da Mulher Empresária de Toledo emitiram nota apontando não ser justo que apenas uma parcela da atividade econômica seja afetada pela paralisação das atividades, determinada em decreto que se estende até domingo, pelo governo estadual. Segue a íntegra da nota:
"Não é justa, pois
impõe um enorme sacrifício para apenas uma parcela da sociedade. A determinação
de lockdown pelo governo exclui os setores da indústria, agropecuário,
financeiro e parte do próprio comércio (como material de construção,
supermercados, mercearias, dentre outras), de tal forma que o maior prejuízo é
direcionado apenas a parcela do comércio (como o comércio de vestuário,
moveleiro, cosméticos e similares), além de parcela do setor de serviços. Ou
seja, por óbvio o sacrifício suportado por aqueles que tiveram suas atividades
paralisadas está sendo desproporcionalmente maior do que os demais que
continuaram trabalhando normalmente. Aí está a injustiça, o sacrifício não está
sendo compartilhado por todos, apenas alguns estão pagando a conta do lockdown.
Isto sem falar dos funcionários públicos que continuam com seus vencimentos
100% garantidos. Este desequilíbrio, onde poucos pagam a penitência necessita ser
reparado, seja através de isenção de tributos (taxas e impostos), seja com
desoneração da folha, flexibilização trabalhista, que poderiam ser compensadas
através do aumento de tributo para aqueles que não foram atingidos pela
paralisação. Como está, poucos pagam por muitos.
Não é razoável,
porque a contaminação não ocorre na pequena loja de calçados, nas boutiques de
roupas, de material esportivo, nos salões de beleza, onde “todos os protocolos”
(máscara, distanciamento, higienização com álcool) estão sendo observados. O
risco é maior nos mercados e nos bancos com suas longas filas, por óbvio. Outra
prova definitiva da irracionalidade desta medida é o fato comprovado de que o
comércio funcional normalmente no segundo semestre de 2020 período em que não
houve aumento de casos, ao contrário, a curva era descendente. O gráfico das
contaminações do Covid deixa escancarado o fato de que a retomada do aumento de
casos se deu após as festas de final de ano e foi potencializada após os
feriados de Carnaval, onde se verificou grandes aglomerações nas praias,
festas, bares e locais de eventos. Então, onde está a lógica em fechar o
comércio varejista, impondo o sacrifício especificamente a estes. O correto
teria sido a fiscalização e imposição de multas para os que desrespeitaram as
recomendações e protocolos de utilização de máscaras, distanciamento e
higienização, jamais penalizar aqueles que observaram as contingências, sem
qualquer contraprestação da administração municipal e estadual".
Editores: Wanderley Graeff (45 98801-8722) e Karine Graeff (45 98811-1281)- Gerência Administrativa: Luciane Graeff (45 98811-4875)







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