Morte de Schiavinato deixa grande lacuna na política regional
Parlamentar
era o único representante do Oeste no Congresso
Um
mês após o falecimento da esposa, Marlene, o deputado federal José Carlos Schiavinato (Progressistas), 66 anos, não resistiu às consequências da Covid-19 e faleceu na noite desta terça-feira
(13), em Brasília. Ele estava internado na UTI do Hospital Sírio-Libanês, o
mesmo onde sua esposa se encontrava e morreu tambem de Covid-19, enquanto
realizava tratamento contra um câncer. Nesse período um dos filhos, Leandro, também contraiu a Covid-19 e se recuperou, em Curitiba. O outro filho, Rafael, acompanhou o martírio dos pais em Brasília. Ele deixa também as noras e seis netos.
A morte de Schiavinato abre uma lacuna sem precedentes na história política da região polarizada por Toledo nas últimas décadas, ao perder a sua representação na Câmara dos Deputados. O parlamentar foi o único a obter sucesso nas eleições de 2018. A região, que chegou a ter três deputados federais, agora fica sem nenhum representante no Congresso Nacional.
Natural de Iguaraçu-PR, engenheiro civil de formação, Schiavinato nasceu em 12 de setembro de 1954 e atuou praticamente ao longo de toda a carreira como servidor público da Prefeitura de Toledo, onde se aposentou e iniciou uma carreira política bem sucedida, conquistando todos os mandatos que disputou, todos pelo PP. Ele foi eleito duas vezes prefeito, em 2004 e 2008, num período que ficou marcado pelo expressivo volume de obras realizadas, especialmente no tocante à urbanização da cidade.
À frente do Executivo de Toledo, foi eleito presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop). Após encerrar a sua passagem pela prefeitura, disputou o pleito de 2014, obtendo expressiva votação e conquistando uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná, com 61.507 votos. Sua ascendência política o levou a disputar a cadeira de deputado federal em 2018, com 75.540 votos.
| José Carlos e Marlene Schiavinato (Arquivo Viver Toledo) |
A morte de Schiavinato abre uma lacuna sem precedentes na história política da região polarizada por Toledo nas últimas décadas, ao perder a sua representação na Câmara dos Deputados. O parlamentar foi o único a obter sucesso nas eleições de 2018. A região, que chegou a ter três deputados federais, agora fica sem nenhum representante no Congresso Nacional.
Natural de Iguaraçu-PR, engenheiro civil de formação, Schiavinato nasceu em 12 de setembro de 1954 e atuou praticamente ao longo de toda a carreira como servidor público da Prefeitura de Toledo, onde se aposentou e iniciou uma carreira política bem sucedida, conquistando todos os mandatos que disputou, todos pelo PP. Ele foi eleito duas vezes prefeito, em 2004 e 2008, num período que ficou marcado pelo expressivo volume de obras realizadas, especialmente no tocante à urbanização da cidade.
À frente do Executivo de Toledo, foi eleito presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop). Após encerrar a sua passagem pela prefeitura, disputou o pleito de 2014, obtendo expressiva votação e conquistando uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná, com 61.507 votos. Sua ascendência política o levou a disputar a cadeira de deputado federal em 2018, com 75.540 votos.
“Esperávamos
um milagre. E ele não veio. Ou aconteceu de uma forma que agora não sabemos
compreender. José Carlos Schiavinato acabou de falecer na noite dessa
terça-feira, 13 de abril. Assim que possível informaremos toda a sociedade”,
dizia um post, no perfil do deputado no Facebook.
As lideranças ouvidas pelo Viver Toledo lamentaram profundamente a perda do parlamentar e o grande baque que o seu passamento representa sob o ponto de vista da representação política da região.
O prefeito Beto Lunitti disse ao Viver Toledo que estava encaminhando com a equipe a decretação de luto oficial por três dias no município e se disse “muito triste, pelo ser humano que se foi, pela sua família e pela grande trajetória, alem da perda irreparável em termos de representação política da região”.
O ex-deputado federal Dilceu Sperafico, que foi chefe de Gabinete da ex-governadora Cida Borghetti, e a quem Schiavinato sucedeu na Câmara Federal, estava abalado. “Lamento profundamente a morte do Schiavinato. Ele era um líder incontestável que demonstrou muita competência como prefeito. Como político ele fazia a diferença, superando como deputado federal toda a expectativa que tínhamos. Lamento muito pelos filhos e demais familiares que estão sofrendo muito pela perda da mãe há poucos dias e agora do pai”, afirmou.
O ex-prefeito Lucio de Marchi conviveu com Schiavinato durante vários anos, oito deles como seu vice-prefeito e durante os quatro anos em que ele, Lucio, administrou Toledo. “Ele me apoiou muito e intermediou a conquista de grande quantidade de recursos, seguramente na casa dos R$ 100 milhões ou mais”, falou, acrescentando que Schiavinato conhecia como poucos os bastidores de todas as esferas do poder. “Ele conviveu com muitos prefeitos durante a sua trajetória na vida pública e aprendeu muito. Sabia onde buscar e como articular a obtenção de recursos”, assegurou.
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