Coamo tira do papel principais projetos planejados para 2021
A Coamo, maior
cooperativa agrícola da América Latina, com receita líquida de R$ 20 bilhões em
2020, começou a tirar do papel seus principais novos projetos planejados para
este ano, que fazem parte de um pacote de investimentos que deverá alcançar
pelo menos R$ 425 milhões.
De acordo com Airton
Galinari, presidente-executivo da Coamo, já começaram os trabalhos no terreno
onde será construída a nova fábrica de rações do grupo em Campo Mourão,
município paranaense onde está sua sede.
Orçada inicialmente
em cerca de R$ 80 milhões, a unidade deverá exigir um aporte total da ordem de
R$ 100 milhões, segundo Galinari, em razão da alta dos preços de materiais como
aço, cobre e cimento.
As obras deverão ser
concluídas no quarto trimestre de 2022, e a fábrica terá capacidade de produção
de 200 toneladas de rações por ano, destinadas a bovinos, suínos, aves, peixes
e pets. Cerca de 70 empregos diretos serão criados na fase operacional.
Também foram
adquiridas as áreas onde serão instalados dois novos entrepostos de grãos da
Coamo em Mato Grosso do Sul, nas cidades de Ponta Porã e Rio Brilhante.
Serão investidos
aproximadamente R$ 100 milhões em cada entreposto. Cada um deles terá
capacidade para armazenar 200 mil toneladas, além de estruturas de distribuição
de insumos, lojas e outros serviços. Galinari afirmou que os novos entrepostos
deverão estar prontos para operar na temporada 2022/23.
Ainda de acordo com o
executivo, também estão em andamento as obras no segundo terminal da Coamo no
porto de Paranaguá, este próprio - o primeiro é arrendado. Nesse projeto os
investimentos, que começaram no ano passado, chegam a R$ 200 milhões, e a meta
é que o terminal inicie as atividades entre setembro e outubro deste ano.
Já a usina de etanol
de milho que vem sendo gestada pela cooperativa segue na fase de estudos de
viabilidade. Mas Galinari garante que os planos estão de pé. Tudo indica que a
unidade custará de R$ 600 milhões e R$ 650 milhões, e processará 2 mil
toneladas por dia do cereal.
“E temos outros
investimentos menores em curso, como a modernização e ampliação de nossa fiação
de algodão e a melhorias nas indústrias de Paranaguá e Campo Mourão”, disse
Galinari.
Embora o clima esteja
prejudicando a produção de soja e milho na área de atuação da Coamo nesta safra
2020/21, os elevados preços desses grãos deverão ajudar a receita líquida da
cooperativa a alcançar pelo menos R$ 24 bilhões em 2021.
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