19/07/2021

Dor crônica: saiba mais sobre a condição que atinge cerca de 30% da população mundial

 

Conviver com dores constantes é desafiador e um fardo para muitas pessoas. O que começa como um pequeno incômodo pode se tornar algo persistente afetando diretamente a qualidade de vida quem lida com essa condição. A Organização Mundial da Saúde (OMS) relata que 30% da população mundial se queixa de dor crônica. Mas o que de fato caracteriza essa condição?

A dor considerada crônica é aquela que persiste por mais de três meses, segundo a maioria dos critérios. Entretanto, há outros indicativos de que, em alguns casos, esse período é maior podendo ser em torno de seis meses.

Roseni Lopes Bueno, anestesiologista e médica convidada pela farmacêutica Prati-Donaduzzi para esclarecer o tema, explica que a dor crônica é considerada uma disfunção do sistema somatossensorial, que persiste além do tempo da lesão. “A dor passa a ser a própria doença, e isso afeta a qualidade de vida das pessoas”, afirma.

Tipos de dor crônica

A dor crônica pode manifestar em qualquer parte do corpo, em qualquer pessoa, já que pode haver diversas causas, dependendo do seu tipo. O tipo será determinado, principalmente, por uma avaliação de um médico, baseado em exame físico e exame clínico.

Dois principais tipos são: dor neuropática e a dor nociceptiva ou somática. A dor neuropática é causada por uma disfunção do sistema nervoso, que pode ser no cérebro, na medula ou nos nervos periféricos. As principais causas podem estar ligadas a casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e outras lesões nos nervos.

Já a dor nociceptiva ou somática está ligada a uma lesão ou inflamação dos tecidos da pele, que são detectados pelo sistema nervoso como uma ameaça. Entre as possíveis causas estão: queimaduras; fraturas; fortes pancadas; tendinite; contraturas musculares; infecções.

Dor crônica tem tratamento?

O tratamento envolve muitos cuidados e vai além de só focar na dor; é importante também tratar a causa para obter resultados mais satisfatórios. O tratamento medicamentoso é indicado por meio do uso de analgésicos e pode ser combinado com métodos físicos. Em casos extremos, a cirurgia também é considerada uma possibilidade.

A médica afirma que a fisioterapia e outras terapias como acupuntura e radiofrequência são fundamentais para atenuar dor. “Melhorar a condição de dor é fundamental para uma boa reabilitação”, reforça a anestesiologista.

A adoção de hábitos saudáveis como praticar atividades físicas – que estejam de acordo com a indicação do médico, e uma alimentação balanceada, também são atitudes indicadas pelos especialistas para ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com dores constantes. 

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