Novo contrato com Butantan depende de registro definitivo da CoronaVac
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| Breno Esaki/Agência Saúde DF |
Agência Brasil - O ministro da Saúde, Marcelo
Queiroga, disse hoje (05) que um novo contrato do governo federal com o
Instituto Butantan, para aquisição de vacinas contra a covid-19, dependendo de
registro definitivo do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa).
Atualmente, quatro vacinas são
oferecidas à população pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI): a
Pfizer/BioNTech e a Oxford/AstraZeneca, que já têm registro definitivo na
Anvisa; e a Janssen/Johnson&Johnson e a CoronaVac, que têm autorização
apenas para uso emergencial.
Em janeiro, o governo federal
assinou contrato com o Instituto Butantan para aquisição de 100 milhões de
doses da CoronaVac, que foi finalizado no mês passado.
“Tínhamos uma emergência
sanitária, essas vacinas foram feitas em tempo recorde e a Anvisa deu registro
emergencial, não só à CoronaVac, à Janssen também. Se quer entrar no calendário
nacional vai ter que solicitar o registro definitivo”, disse. “Uma vez a Anvisa
concedendo o registro definitivo, o Ministério da Saúde considera essa ou
qualquer outra vacina para fazer parte do PNI”.
Para Queiroga, quanto mais
oferta de imunizantes, melhor para estimular a queda dos preços. “Se o preço
cai é melhor porque consigo usar esses recursos, por exemplo, para atender
pessoas que têm síndrome pós-covid. Também preciso manter leitos de UTI
habilitados para 2022. Temos dificuldades orçamentárias, não é surpresa para
ninguém, e temos que vencer juntos”, disse, destacando a interlocução do
governo com o Congresso Nacional.
Campanha 2022
De acordo com o ministro, o
corpo técnico do Ministério da Saúde já está em fase de planejamento da
campanha de vacinação contra a covid-19 em 2022, mas ainda sem posições
definidas. Segundo ele, até o final do ano, o Brasil ainda deve receber 100
milhões de doses da Pfizer, cerca de 30 milhões da Janssen, além de doses do
consórcio Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para Queiroga, não há dúvida
que a campanha de vacinação contribui para um cenário epidemiológico mais
tranquilo, com redução de internações hospitalares e de óbitos por covid-19.
“Temos queda no número de óbitos de maneira sustentada, apesar de aumento de
casos, que se deve à maior abertura que tem da economia, mas isso não tem
correspondido em aumento expressivo de internações”, disse.
Até o momento, o governo
federal já distribuiu mais de 301 milhões de doses de vacina contra a covid-19.
Dessas, 242,7 milhões foram aplicadas, sendo 147,9 milhões em primeira dose e
94,7 milhões em segunda dose ou dose única. Mais de 1,3 milhão foram doses de
reforço para idosos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde.
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