PUCPR recebe aprovação de pesquisa para tratamento da Covid-19
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A Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o estudo clínico da Pontifícia
Universidade Católica do Paraná (PUCPR) de um produto de terapia celular
avançada para tratamento de pacientes com pneumonia viral em decorrência da
Covid-19. O ensaio clínico faz parte de um dos projetos de pesquisa aprovados
no edital interno da PUCPR, lançado em 2020, que contou com o subsídio do Banco
Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
Contemplada pelo mesmo edital,
outra pesquisa que avalia o estado de portador do vírus de cães e gatos
domésticos apresentou resultados recentemente.
Em 2020, a instituição de
ensino superior selecionou um total de 13 projetos, dos quais seis já tiveram
divulgados resultados parciais ou conclusivos. De acordo com a diretora de
pesquisa da PUCPR, Vanessa Sotomaior, alguns estudos já estavam em andamento e,
com o auxílio do BRDE, foi possível concluí-los ou garantir a continuidade do
projeto.
“A PUCPR com sua área de
pesquisa científica vem contribuindo com estudos sobre o coronavírus, além de
projetos humanitários que auxiliam a sociedade a enfrentar essa crise”, disse
Vanessa.
Para o vice-presidente do BRDE,
Wilson Bley Lipski, a divulgação de avanços nestas pesquisas contribuem para
confirmar o caráter de responsabilidade social dos patrocínios executados pelo
banco. “Estamos felizes, não só pelo arrefecimento da pandemia, mas também pela
contribuição dos pesquisadores da nossa região com o conhecimento científico
global acerca dessa doença”, afirmou.
BRDE libera R$ 176 milhões em
financiamento para melhorias em cooperativas
Esta é a segunda iniciativa
bem-sucedida entre BRDE e a PUCPR. A primeira foi com o BRDE Labs, programa
desenvolvido em parceria com a Hotmilk - Ecossistema de Inovação da PUCPR, que
selecionou projetos inovadores de startups voltados às demandas de
agroindústrias paranaenses.
Terapias Avançadas
Coordenada pelo professor da
Escola de Medicina da PUCPR, Paulo Roberto Slud Brofman, a pesquisa em humanos
avalia o potencial terapêutico das células-tronco mesenquimais (CTM) para
tratamento de pacientes com síndrome respiratória aguda grave decorrente do novo
coronavírus.
Serão incluídos no estudo 60
pacientes com pneumonia viral causada por Sars-CoV-2 confirmado por testes
RT-PCR, em situação moderada ou grave. O protocolo inclui a assinatura do Termo
de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos pacientes.
Participarão da pesquisa o
Hospital do Trabalhador, o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do
Paraná e o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, todos de Curitiba, além
do Hospital Espanhol (Salvador), Hospital de Clínicas de Porto Alegre e do
Instituto Nacional de Cardiologia (Rio de Janeiro).
Os produtos de terapias
avançadas são desenvolvidos à base de células ou genes humanos, considerados
medicamentos especiais, e necessitam de registro sanitário na Anvisa. O uso
desses produtos sem a autorização da Agência pode colocar as pessoas em grave
risco e configura infração sanitária e penal.
Para uso clínico na população,
é necessário que haja a comprovação inequívoca da segurança, eficácia e
qualidade dos produtos. Durante a fase de desenvolvimento e por meio de
pesquisas controladas definem-se as indicações clínicas, as principais reações
adversas observadas, os cuidados especiais com o paciente durante e após o uso,
bem como os atributos críticos da qualidade do produto.
Animais de Estimação
De acordo com informações da
Agência Brasil, a pesquisa coordenada pelo médico veterinário Marconi Rodrigues
de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR, atestou que
apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram Covid-19
apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais apresentam exames moleculares
positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.
Até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Eles foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de Covid-19 e os que não tiveram. A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam espaços com pessoas com Covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.
Foram feitos testes PCR, isto
é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA)
em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos
animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos
domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e
gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.
Segundo o pesquisador, a
possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo
conclui, ainda, que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com
pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.
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