Secretaria de Saúde apresenta dados da Atenção Primária aos representantes do Legislativo
Durante reunião ordinária com
os vereadores, realizada na segunda-feira (22), o Departamento de Atenção
Primária à Saúde apresentou a estruturação do setor, bem como os serviços
oferecidos e demandas de profissionais em algumas unidades básicas de saúde
(UBS’s). Estas estruturas são responsáveis por 212 procedimentos, de acordo com
a Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde.
Com a retomada dos trabalhos,
em especial após a diminuição dos casos de coronavírus, algumas necessidades
surgiram, em especial a carência de pessoal, devido a situações específicas,
como afastamentos e atestados médicos. Mesmo assim, os atendimentos se
mantiveram dentro da média histórica. Em 2018, os atendimentos/mês totalizaram
17.429 e até o momento agora, em 2021, chega a 17.314. “Conseguimos manter os
serviços acontecendo. No ano passado, por conta da pandemia, tivemos 16.354
procedimentos/mês”, explicou a diretora de Atenção Primária em Saúde, Sirlene
Dela Torre.
Atualmente, Toledo possui uma
cobertura de Atenção Básica atingindo, com esses serviços, 84,47% de sua
população, sendo 56,42% com Atendimento da Estratégia Saúde da Família (ESF).
Equipes de atendimento
Essa cobertura acontece por
meio do trabalho de 24 equipes de Saúde da Família (eSF) - compostas por
médico, enfermeiro, agente comunitário de saúde e técnico de enfermagem com
carga de 40 horas semanais - e mais 11 equipes de Atenção Primária (eAP) -
formada por médico e enfermeiro, com carga horária de 20h ou 30h. Além disso,
entram na conta os Ambulatórios Materno Infantil e de Feridas e o atendimento
em saúde dos Centros de Revitalização da Terceira Idade. Esses locais são
responsáveis por um conjunto de ações de promoção e proteção da saúde, prevenção
de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e
manutenção da saúde.
Profissionais
Segundo o dado mais recente da
Secretaria de Saúde, a atenção primária tem 22 servidores municipais afastados
por problemas de saúde, ou por se enquadrarem em grupos de risco da Covid-19.
Aliado a esta situação, a pandemia obrigou a um reordenamento dos serviços e
agora para a retomada é necessário organizar novamente os fluxos. “Temos
unidades de saúde com falta de profissionais. Temos, por exemplo, a necessidade
de contratar agentes comunitários de saúde, técnicos de enfermagem,
enfermeiros, médicos, odontólogos, entre outras funções”, disse Gabriela
Kucharski, lembrando que por força da Lei Federal nº 173/2020 os órgãos
públicos estão impedidos realizar admissões, salvo para casos de exoneração por
motivos diversos.
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