Crianças terão doses de vacina se forem incluídas no PNI, diz ministro
Ele afirmou que contrato com a Pfizer é válido para todas as idades
Agência Brasil - O ministro da Saúde, Marcelo
Queiroga, disse hoje (23), em Brasília, que o governo já tem contrato com a
Pfizer para disponibilizar vacinas para as crianças caso a decisão seja aplicar
o imunizante na faixa etária de 5 a 11 anos.
“Qualquer que seja o cenário,
quero assegurar que o Ministério da Saúde tem o contrato com a farmacêutica
Pfizer/Biontech para fornecer a dose da vacina para todas as faixas etárias
incluídas no Programa Nacional de Imunização. Isso quer dizer, se a faixa
etária de 5 a 11 for incluída, automaticamente nós teremos essas doses”,
assegurou o ministro, na portaria do Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde deve
abrir hoje consulta pública https://www.gov.br/saude/pt-br
que coletará manifestações da sociedade civil sobre a vacinação contra a
covid-19 em crianças com idade de 5 a 11 anos. A vacina da Pfizer para essa
faixa etária foi autorizada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa).
No último dia 18, Queiroga
afirmou que a decisão do governo sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos
será tomada no dia 5 de janeiro, após audiência e consulta públicas.
Decisão é validada
Nesta quinta-feira, o ministro
disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) validou a decisão de governo de
colocar o assunto em consulta pública. “Já foi validado no Supremo Tribuna
Federal, pela decisão de sua excelência o ministro Ricardo Lewandowski, o
procedimento administrativo sugerido pelo Ministério da Saúde”, disse.
No último dia 20, Lewandowski
ampliou para 5 de janeiro o prazo para que o governo se manifeste sobre a
inclusão de crianças de 5 a 11 anos no plano de vacinação contra a covid-19.
Inicialmente, o governo teria 48 horas para se manifestar, mas teve o prazo
ampliado após recurso da Advocacia-Geral da União (AGU).
Queiroga citou ainda que não há
necessidade de urgência na decisão devido ao menor número de mortes de
crianças. “Há uma queda sustentada de número de casos e os óbitos de crianças
estão em patamar que não implica em decisões emergenciais. Isso favorece que o
ministério possar tomar uma decisão baseada na evidência científica, na questão
da eficácia e da efetividade”, assegurou.
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