24/01/2022

Visit Iguassu se opõe ao passaporte sanitário proposto pela Saúde de Foz

Para a entidade, ação prejudicará todo o trabalho de promoção que o setor turístico vem fazendo de recuperação
Cataratas do Iguaçu: passaporte pode refletir negativamente no turismo, aponta entidade (Divulgação)
O Instituto de Promoção Turística de Foz do Iguaçu - Visit Iguassu - se manifesta contrário às declarações da secretária de Saúde de Foz do Iguaçu, Rosa Jeronimo, sobre a implantação do passaporte sanitário - exigência de apresentação da carteira de vacinação, nos estabelecimentos do município.

De acordo com a entidade, a medida provocará a redução de visitantes que se hospedam em hotéis, visitam atrativos, desfrutam da gastronomia, utilizam serviços de transporte, compram no comércio da cidade e movimentam a economia da cidade: “essa atitude será um retrocesso, gerará ainda mais desemprego, podendo ocasionar o fechamento de mais empresas”.

Na visão do Visit Iguassu, as declarações da secretária de Saúde vão contra todo o trabalho de promoção e captação de eventos que vem sendo realizado, inserindo a cidade como um destino seguro, que segue todos os protocolos sanitários, como o uso de álcool gel, máscara e distanciamento social, ações orientadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e têm sua eficácia comprovada.
Altos investimentos
Felipe Gonzales teme por prejuízo no trabalho de marketing promocional do Destino Iguaçu
“A implantação de uma medida restritiva neste momento onde o mundo está compreendendo que é preciso conviver com esse vírus, vem para derrubar o trabalho conjunto de marketing promocional que vem sendo realizado para atrair turistas, com altos investimentos dos setores público e privado”, ressalta a entidade.

Felipe Gonzalez, presidente do Visit Iguassu, como um dos principais representantes empresariais do setor turístico de Foz do Iguaçu, avalia que “os números de casos diários x internamentos e casos graves, demonstram que estamos passamos por um momento delicado e de reforço aos cuidados, mas não restritivo”.
Para Gonzales, impor um passaporte sanitário traz consequências negativas para toda a cadeia produtiva do turismo e o setor privado não pode mais uma vez ser penalizado.
Editores: Wanderley Graeff e Karine Graeff (vivertoledo@gmail.com) – Ger. Adm. Luciane Graeff
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