A mágica tecla verde
Líderes das pesquisas vivem de
recall e do anti-algo, estacionados que estão em um planeta bárbaro pré 1989
Não raro vemos lideranças do PT, quando não o próprio Lula, flertando com a velha esquerda autoritária, navegando em uma visão romanceada de tiranos de outros tempos, como Ernesto Che Guevara e os irmãos Castro.
Não raro é possível observar lideranças da velha direita, quando não o próprio Bolsonaro, saudando ditadores sanguinários como o chileno Augusto Pinochet e o paraguaio Alfredo Stroessner.
Trata-se de um discurso mofado que vem lá da Guerra Fria entre EUA e União Soviética. Um tempo que simbolicamente acabou quando o muro de Berlin despencou sobre algumas cabeças duras.
Tão duras eram as cabeças, que até hoje reverberam um tempo que não volta mais, saudosistas do atraso, reféns de um discurso ideológico que põe um retrovisor trincado na sucessão presidencial. Basta de olhar para trás.
Lula e seu staff – ou núcleo duro, como se dizia na Guerra Fria – deveriam sentar-se em uma sala de aula para uma longa palestra imersiva proferida por um rapaz de 36 anos, o chileno Gabriel Boric, presidente da 4ª economia do Continente desde o último dia 11 de março.
Bolsonaro e seus milicos adestrados deveriam imergir em uma sala em Berlin, onde o muro ruiu, para uma aula de política e modos civilizados com a maior liderança em décadas da União Democrata-Cristã, Angela Merkel.
Os moderados Boric, da nova centro-esquerda pós muro, e Merkel, da centro-direita instruída – utilizando-se de um esforço sobre-humano, – poderiam apontar para nossos líderes a diferença entre o passado de sangue e um futuro promissor a ser construído em outras bases, apontar a diferença entre a civilidade e a barbárie.
Lula e Bolsonaro, dignos representantes do que há de mais velho na política, estão há meio século parados no tempo. E como âncoras de toneladas, seguram o Brasil consigo lá atrás.
Não raro vemos lideranças do PT, quando não o próprio Lula, flertando com a velha esquerda autoritária, navegando em uma visão romanceada de tiranos de outros tempos, como Ernesto Che Guevara e os irmãos Castro.
Não raro é possível observar lideranças da velha direita, quando não o próprio Bolsonaro, saudando ditadores sanguinários como o chileno Augusto Pinochet e o paraguaio Alfredo Stroessner.
Trata-se de um discurso mofado que vem lá da Guerra Fria entre EUA e União Soviética. Um tempo que simbolicamente acabou quando o muro de Berlin despencou sobre algumas cabeças duras.
Tão duras eram as cabeças, que até hoje reverberam um tempo que não volta mais, saudosistas do atraso, reféns de um discurso ideológico que põe um retrovisor trincado na sucessão presidencial. Basta de olhar para trás.
Lula e seu staff – ou núcleo duro, como se dizia na Guerra Fria – deveriam sentar-se em uma sala de aula para uma longa palestra imersiva proferida por um rapaz de 36 anos, o chileno Gabriel Boric, presidente da 4ª economia do Continente desde o último dia 11 de março.
Bolsonaro e seus milicos adestrados deveriam imergir em uma sala em Berlin, onde o muro ruiu, para uma aula de política e modos civilizados com a maior liderança em décadas da União Democrata-Cristã, Angela Merkel.
Os moderados Boric, da nova centro-esquerda pós muro, e Merkel, da centro-direita instruída – utilizando-se de um esforço sobre-humano, – poderiam apontar para nossos líderes a diferença entre o passado de sangue e um futuro promissor a ser construído em outras bases, apontar a diferença entre a civilidade e a barbárie.
Lula e Bolsonaro, dignos representantes do que há de mais velho na política, estão há meio século parados no tempo. E como âncoras de toneladas, seguram o Brasil consigo lá atrás.
Eleitor,
abra as janelas do futuro para novas possibilidades. Não há mais muro entre o
passado e o futuro. Romper com um passado sórdido está ao alcance da ponta do
seu dedo indicador, bastando para tanto pressionar de leve uma mágica tecla
verde.
* Jairo Eduardo é editor do Pitoco. Para acessar os seus conteúdos: pitoco@pitoco.com.br
** As opiniões contidas nesta coluna não refletem necessariamente a opinião do jornal
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