Homenagem às mulheres marca reunião dos gestores do Sistema Ocepar
Um
dos destaques foi Solange Martins, presidente do Sicoob Meridional
A reunião, comandada pela gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Maria Emília Pereira Lima, outra liderança feminina que inspira, foi inteira dedicada às mulheres e contou, excepcionalmente, com a participação de todos os colaboradores do Sistema Ocepar.
Temos que “inclusificar”
“O dia da mulher é um lembrete no sentido de que a sociedade perceba que ainda existem diferenças de gêneros, que resultam em discriminação, salários e cargos inferiores, privilégios diferentes entre homens e mulheres, e isto tudo num cenário de mundo em que a diversidade tem sido bastante debatida. Nós, do Sistema Ocepar, temos buscado ressaltar o papel da mulher, por meio de ações e projetos que incentivem a participação feminina nas cooperativas, e hoje é mais um dia para lembrar a importância de inclusificar”, comentou Maria Emília, destacando a palavra “inclusificar” que, diferentemente de diversificar ou incluir, implica umesforço contínuo de fazer com que as mulheres se sintam engajadas, empoderadas, aceitas e valorizadas.
Inspiração
As três convidadas agradeceram a oportunidade de representar as mulheres cooperativistas, porém, destacaram que, apesar dos avanços, ainda há dificuldade em trazê-las para os conselhos e posições de liderança. “Estar aqui hoje é importante para mim, para minha cooperativa e para nossa classe. Sei que nós, lideranças, servimos de inspiração. Essa consciência nos dá muita responsabilidade. E eu, no que me cabe, incentivo a participação feminina, tanto que no Sicoob Meridional as mulheres representam 60% do quadro funcional e mais de 50% dos cargos de chefia. As mulheres são competentes, conseguem dividir a liderança, envolver mais. O homem pode ter força física, mas diferença de sensibilidade pertence a mulher”, disse Solange Pinzon.
Estímulo ao protagonismo
"É um orgulho muito grande saber a minha participação, as minhas ações, inspiram outras mulheres”, completou a dra. Wemilda Fregonese. Segundo ela, na área de saúde há mais paridade de gênero no exercício da função, porém, o mesmo não ocorre no que se refere à participação nas cooperativas. “O que vê é que as mulheres entram mais tarde na cooperativa. Está faltando alguma coisa para motivá-las a participar dos conselhos e diretoria. E isso não é por falta de convite, e sim de escolha delas próprias. Participar da cooperativa exige uma disponibilidade que às vezes as mulheres não têm, por estarem na fase de estudar e formar família. Estimular o protagonismo feminino é uma batalha e temos que traçar outras estratégias para ter sucesso”, disse.
Agro
Por conhecer bem o ramo agropecuário, Yuna Bastos lembra que esse ambiente ainda é predominantemente masculino. “Temos mulheres maravilhosas que ajudam a divulgar o agro e são exemplo e inspiração. Mas na liderança, ainda há carência de figuras femininas”, afirmou. “Temos muitas cooperadas, que trabalham na propriedade e conduzem os negócios com muita competência. Mas poucas estão em cargos de liderança. E isso ocorre por vários fatores, inclusive, porque um diferencial nosso é que a mulher busca realização. Corre atrás da realização. Não é só cargo ou salário. Então, nós que desempenhamos uma função de liderança, temos que ser inspiração para essas mulheres”, concluiu.
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