Toledo terá ampliação da produção agroindustrial
Na última sexta-feira (08), em
reunião com representantes de frigoríficos de peixes e da administração
municipal, foi anunciado o fim do limite de 500 quilos diários para abate,
conforme a Portaria nº 055/2022 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná
(Adapar). Com a nova norma, as empresas habilitadas pelo Sistema Unificado de
Atenção à Sanidade Agropecuária no Estado do Paraná (SUASA/SUSAF-PR) poderão
produzir e distribuir qualquer quantidade, desde que respeitados os artigos da
Portaria.
A medida atende 17 frigoríficos
na microrregião de Toledo e beneficiará aproximadamente 500 piscicultores,
porém não se limita a esta atividade. “Esta é uma demanda que surgiu em nosso
município, junto a este setor, mas beneficiará todo o estado e em diversas
cadeias produtivas, pois a portaria é abrangente”, disse o diretor de
Desenvolvimento Agropecuário e Abastecimento de Toledo, João Luis Raimundo
Nogueira. De acordo com o documento, serão atendidas agroindústrias e produtos de origem animal de leite e
derivados; ovos de galinha, ovos de codorna e derivados; de produtos de abelhas
e derivados; de carnes e derivados; e de
pescados e produtos da pesca.
A portaria vem ao encontro das necessidades de ampliação de produção e comercialização. De acordo com o proprietário do Frigorífico Kohler, de Ouro Verde do Oeste, Delmar Kohler, o setor vai se fortalecer, comprar mais pescados e gerar novos postos de trabalho. “A cadeia da piscicultura, que é nosso caso, se fortalecerá muito. Temos demanda e mercado, porém a barreira em poder distribuir e comercializar vinha emperrando o desenvolvimento das nossas agroindústrias. O nosso reconhecimento ao empenho dos entes políticos, em especial de Toledo, por encampar esta luta”, comentou Delmar. A reunião de anúncio contou também com a participação dos integrantes do Frigo Costa, Claudionei da Costa, e do Frigorífico Sardella, Carlos Stuany.
Tratativas
As primeiras discussões
começaram com o vice-prefeito Ademar Dorfschmidt que apresentou a necessidade
de dialogar com os setores estaduais ao prefeito Beto Lunitti e ao secretário
do Agronegócio, de Inovação, Turismo e Desenvolvimento Econômico Diego Bonaldo.
“Somos agentes políticos e determinamos ao Ademar que cuidasse pessoalmente
desta situação”, disse Beto.
Em fevereiro, durante viagem à
capital do Estado, Dorfschmidt transmitiu pessoalmente a demanda ao secretário
estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e conforme o
vice-prefeito, os técnicos foram muito receptivos em relação a esta demanda
regional. “Conversamos com diretores e a equipe técnica e ainda durante a
viagem já tivemos um retorno que já estudavam a possibilidade de aumentar para
2.500 quilos, o que já seria um grande avanço. A resposta foi bastante rápida
diante da necessidade destes frigoríficos em aumentar a produção e
automaticamente gerar mais emprego e renda para o oeste paranaense”.
Ademar disse ainda que a nova
regulamentação não ter estipulado um teto para a produção, limitando apenas a
questão de metragem da planta industrial (máximo de 250 m², excluindo
dependências como áreas administrativas, de circulação, recepção e expedição,
entre outros espaços) foi algo ainda mais relevante para os produtores. “As
tratativas começaram ainda no Show Rural, com essa proposta de aumentar o teto,
porém a decisão foi ainda melhor para nós”, concluiu.
Editores:
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Graeff
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