O feijão é quem diz: o que era barato, literalmente já era...

O
feijão é o símbolo mais emblemático da alimentação dos brasileiros. Seja rico
ou pobre, ninguém passa sem o feijão. Para muitos, é só o que vai à mesa na maioria
das vezes, quando muito com uma porção de arroz ou um punhado de farinha. Aqueles
que podem, mandam bem com uma boa feijoada, o manjar dos escravos que virou prato de luxo.
Feijão é bom, é gostoso e dá sustância.
O bendito feijão já esteve no centro de muitas polêmicas, uma delas mais recente e vinculada à questão do armamento, mas isso é outra conversa. E serve o feijão muito bem para retratar os tempos atuais, como já retratou em outros tempos.
Era 1977 quando o país amargava um período de grande inflação e Beth Carvalho, uma das nossas grandes cantoras e compositoras, falecida em 2019, fazia enorme sucesso com uma canção que se aplica muito bem ao panorama atual, 45 anos depois. A inspirada letra de “Saco de Feijão” trata a desgraçada realidade do povo com o bom humor na cadência do samba. Veja:
“De que me serve um saco cheio de dinheiro
Pra comprar um quilo de feijão (Me diga gente)
De que me serve um saco cheio de dinheiro
Pra comprar um quilo de feijão
No tempo dos merréis e do vintém
Se vivia muito bem, sem haver reclamação
Eu ia no armazém do seu Manoel com um tostão
Trazia um quilo de feijão
Depois que inventaram o tal cruzeiro
Eu trago um embrulhinho na mão
E deixo um saco de dinheiro
Ai, ai, meu Deus...”
Viram! Uma letra tão atual, quase meio século depois. Muda só uma palavrinha que faz toda diferença. O real entrou em cena depois de infrutíferas tentativas de superação do malvado dragão da inflação - cruzeiro, cruzado, cruzado novo, novamente cruzeiro e cruzeiro real para finalmente chegarmos ao real.
O real virou símbolo, sem trocadilhos, de uma realidade difícil para a maioria da população, que viu seu poder de compra corroído pelos imbróglios impingidos pelos tempos modernos. Pandemia, petróleo, guerra, juros nas alturas e questionamentos à condução da política econômica fazem da vida do povo uma enorme dificuldade.
O feijão é patrimônio nacional e indispensável nas mesas. Se existe um produto que deveria ser totalmente subsidiado é o feijão. Com feijão ninguém passa fome.
Bendito feijão, marvada inflação.
Wanderley Graeff e Karine Graeff (vivertoledo@gmail.com) – Ger. Adm. Luciane Graeff
Apoio: Acit, Ótica Cristal, Prati-Donaduzzi, Essencial Modas, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Toledão, Tchibuum Natação e Hidro, Help Informática, Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Inglês Athus, Sicoob Meridional, Viação Sorriso de Toledo, Biopark, Sonomag Colchões, Maestro Thermas Park Hotel, Sintomege, Sicredi Progresso PR/SP, Unimed Costa Oeste
Feijão é bom, é gostoso e dá sustância.
O bendito feijão já esteve no centro de muitas polêmicas, uma delas mais recente e vinculada à questão do armamento, mas isso é outra conversa. E serve o feijão muito bem para retratar os tempos atuais, como já retratou em outros tempos.
Era 1977 quando o país amargava um período de grande inflação e Beth Carvalho, uma das nossas grandes cantoras e compositoras, falecida em 2019, fazia enorme sucesso com uma canção que se aplica muito bem ao panorama atual, 45 anos depois. A inspirada letra de “Saco de Feijão” trata a desgraçada realidade do povo com o bom humor na cadência do samba. Veja:
“De que me serve um saco cheio de dinheiro
Pra comprar um quilo de feijão (Me diga gente)
De que me serve um saco cheio de dinheiro
Pra comprar um quilo de feijão
No tempo dos merréis e do vintém
Se vivia muito bem, sem haver reclamação
Eu ia no armazém do seu Manoel com um tostão
Trazia um quilo de feijão
Depois que inventaram o tal cruzeiro
Eu trago um embrulhinho na mão
E deixo um saco de dinheiro
Ai, ai, meu Deus...”
Viram! Uma letra tão atual, quase meio século depois. Muda só uma palavrinha que faz toda diferença. O real entrou em cena depois de infrutíferas tentativas de superação do malvado dragão da inflação - cruzeiro, cruzado, cruzado novo, novamente cruzeiro e cruzeiro real para finalmente chegarmos ao real.
O real virou símbolo, sem trocadilhos, de uma realidade difícil para a maioria da população, que viu seu poder de compra corroído pelos imbróglios impingidos pelos tempos modernos. Pandemia, petróleo, guerra, juros nas alturas e questionamentos à condução da política econômica fazem da vida do povo uma enorme dificuldade.
O feijão é patrimônio nacional e indispensável nas mesas. Se existe um produto que deveria ser totalmente subsidiado é o feijão. Com feijão ninguém passa fome.
Bendito feijão, marvada inflação.
Wanderley Graeff e Karine Graeff (vivertoledo@gmail.com) – Ger. Adm. Luciane Graeff
Apoio: Acit, Ótica Cristal, Prati-Donaduzzi, Essencial Modas, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Toledão, Tchibuum Natação e Hidro, Help Informática, Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Inglês Athus, Sicoob Meridional, Viação Sorriso de Toledo, Biopark, Sonomag Colchões, Maestro Thermas Park Hotel, Sintomege, Sicredi Progresso PR/SP, Unimed Costa Oeste









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