06/09/2022

Bicentenário da Independência: as heroínas da guerra na Bahia

Saiba mais sobre figuras femininas que lutaram com bravura
Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica: heroínas da luta pela independência da Bahia e do Brasil de que a história pouco conta



Ao contrário do que muitos acreditam ou nem sabem, a Independência do Brasil não foi conquistada pacificamente após o grito de Dom Pedro 1º às margens plácidas do rio Ipiranga. Foram tempos de luta contra os portugueses que não queriam perder a colônia.
 
Em 2 de julho de 1823, a tropa libertadora brasileira que expulsou os portugueses do estado chegou a Salvador após uma guerra que durou um ano e cinco meses e envolveu entre 10 e 15 mil soldados de cada lado.
 
Na Bahia, o movimento pela independência começou em fevereiro de 1822. Sete meses antes da proclamação por Dom Pedro, mas os portugueses se recusaram a sair da província e houve uma guerra que durou até a expulsão deles, no dia 2 de julho de 1823.
 
Uma das heroínas foi Maria Quitéria que fingiu ser homem, usando o nome do cunhado dela, soldado Medeiros, e se alistou como voluntária na guerra. Ela se destacou por sua bravura, foi descoberta, mas continuou lutando e chegou a receber uma condecoração de Dom Pedro I.
 
Outra Maria, mas de origem muito mais humilde também se destacou: Maria Felipa. Ela liderou um grupo de 40 mulheres que seduziram os portugueses que ancoraram na ilha de Itaparica. Quando eles baixaram a guarda, elas deram uma surra de cansanção, uma planta de urtiga e conseguiram expulsar os inimigos. Baiana, negra, natural da Ilha de Itaparica, segundo relatos históricos, o grupo liderado por ela foi responsável por queimar 42 embarcações portuguesas.
 
Já a abadessa Joana Angélica foi a única das três que acabou morrendo durante os conflitos. Ao tentar defender o convento dos portugueses, que tinham instrução de ocupar até mesmo lugares religiosos, ela foi morta a golpes de baioneta, virou uma mártir desse período de guerra na Bahia e hoje é considerada uma das heroínas baianas, junto com Maria Quitéria e Maria Felipa.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
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