23/11/2022

Taxação do agro: forte repercussão negativa motiva governo a retirar projeto

Deputados debatem o polêmico projeto, Natan Sperafico à direita - Foto: Dálie Felberg/Alep


Após a repercussão negativa com forte pressão da sociedade através das 
várias entidades que representam os setores produtivos do estado, e também de pedidos de deputados, o Projeto de Lei 498/2022 que propõe a taxação do agronegócio paranaense foi retirado de pauta.
 
Para o deputado toledano Natan Sperafico (Progressistas), o diálogo e articulação foram fundamentais para que o governador Ratinho Junuior atendesse ao pedido de retirada. O projeto significaria aumento do preço de alimentos para toda a população, além de diminuir a competitividade da produção do paranaense.
 
Para Natan, que também é produtor rural, a proposta chega num momento em que o setor já sofre com as conjunturas nacionais e internacionais. “Tendo tudo isso em vista articulamos com a base do Governo e dialogamos com o governador Ratinho Jr. que prontamente atendeu nossa solicitação e retirou o projeto de pauta”, afirmou o parlamentar. Não há, por tanto, nova data prevista para que o assunto volte à pauta da Alep.
 
Entenda o Projeto
Na tarde da última segunda-feira, 21, o Governo do Estado do Paraná encaminhou para a Assembleia Legislativa do Paraná o Projeto de Lei 478/2022 que cria o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Logística, o FDI/PR, nos moldes do que vem sendo discutido também no estado de Goiás. Na prática passariam a ser taxadas todas as operações de milho, soja, trigo, cana-de-açúcar, mandioca e toras.
 
Assim que foi apresentada a proposta, várias entidades, sindicatos e sociedades rurais dos estados se posicionaram contrárias à iniciativa.
 
Durante coletiva de imprensa na sede da Coamo Cooperativa Agroindustrial, segunda-feira (22), em Campo Mourão, o presidente do Conselho de Administração, José Aroldo Gallassini, argumentou que a taxação representaria R$ 2,50 para a saca de soja e R$ 1,50 em cada saca de milho. Para o dirigente, “o projeto de lei não é bem vindo, num momento em que a discussão deveria ser a redução dos tributos”.
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
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