Líder cooperativista diz que setor produtiva espera por ajustes
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| BR-163, em Toledo: modelo de concessão prevê a implantação de praças de pedágio na região |
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Wanderley Graeff - do Viver Toledo
“Continuamos
contrários à implantação das novas praças de pedágio em nossa região e ao
modelo proposto. Os contratos são de 30 anos e os primeiros sete anos, devido
ao processo licitatório e logo depois com a previsão de investimentos,
necessários, visto que a infraestrutura rodoviária é deficitária, teremos um
valor substancial a mais.” A declaração é do presidente da Primato Cooperativa
Agroindustrial, Anderson Léo Sabadin, por ocasião da retomada das tratativas
entre os governos federal e estadual para o andamento do processo de concessão
das rodovias.
Sabadin
salienta que o novo modelo de pedágio proposto para as rodovias federais
continua preocupando as lideranças empresariais paranaenses, com destaque para
o setor cooperativista. Na última quinta-feira (19), o governador Ratinho
Junior esteve em Brasília para discutir o plano de concessões com o ministro de
Transportes, Renan Filho e as informações repassadas pelo próprio governador
geraram apreensão, diante da perspectiva de não revisão do plano proposto,
considerado pelas lideranças prejudicial aos interesses econômicos do Estado.
Em
notícia divulgada pela Agência Estadual de Notícias (AEN), o governador afirmou
que as discussões estão avançadas para a liberação do leilão dos primeiros
lotes e que o governo do presidente Lula estaria de acordo em manter o modelo
estruturado pelo Ministério da Infraestrutura do governo do ex-presidente Jair
Bolsonaro, que foi construído juntamente com o Governo do Estado.
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| Anderson Sabadin: impactos econômicos |
“A
proposta aponta que haverá desconto inicial nos primeiros sete anos de
implantação, período de investimentos, mas com uma elevação substancial após
essa fase. Vale lembrar que já pagamos pelos serviços com a concessionária
anterior, mas infelizmente pequenos investimentos foram realizados”, aponta
Sabadin. Além disso, o modelo traz 42 praças, entre elas 15 novas, um crescimento
mais de 30 por cento.
Para
o líder cooperativista, a região mais produtiva do Paraná, novamente será
penalizada e perderá competitividade, visto que as regiões Oeste, Sudoeste e
Noroeste estão distantes da capital e também do Porto de Paranaguá.
Na
expectativa de que ajustes sejam feitos no novo modelo de concessão, Sabadin reitera
“a preocupação no âmbito das indústrias frigoríficas, das cooperativas e as esmagadoras
de soja e trigo tendo em vista o inevitável aumento de custo”, diz. Ele cita a interação
produtiva entre os municípios, citando como exemplo que Toledo recebe produção
de Cascavel e vice-versa, e há o processo de produção de rações que alimentam
as cadeias produtivas de proteína animal, lá e cá.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa:
Luciane Graeff
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