21/01/2023

Pedágio: Sabadin defende ajustes no modelo de concessão das rodovias do Paraná

Líder cooperativista diz que setor produtiva espera por ajustes
BR-163, em Toledo: modelo de concessão prevê a implantação de praças de pedágio na região

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Wanderley Graeff - do Viver Toledo
“Continuamos contrários à implantação das novas praças de pedágio em nossa região e ao modelo proposto. Os contratos são de 30 anos e os primeiros sete anos, devido ao processo licitatório e logo depois com a previsão de investimentos, necessários, visto que a infraestrutura rodoviária é deficitária, teremos um valor substancial a mais.” A declaração é do presidente da Primato Cooperativa Agroindustrial, Anderson Léo Sabadin, por ocasião da retomada das tratativas entre os governos federal e estadual para o andamento do processo de concessão das rodovias.
 
Sabadin salienta que o novo modelo de pedágio proposto para as rodovias federais continua preocupando as lideranças empresariais paranaenses, com destaque para o setor cooperativista. Na última quinta-feira (19), o governador Ratinho Junior esteve em Brasília para discutir o plano de concessões com o ministro de Transportes, Renan Filho e as informações repassadas pelo próprio governador geraram apreensão, diante da perspectiva de não revisão do plano proposto, considerado pelas lideranças prejudicial aos interesses econômicos do Estado.
 
Em notícia divulgada pela Agência Estadual de Notícias (AEN), o governador afirmou que as discussões estão avançadas para a liberação do leilão dos primeiros lotes e que o governo do presidente Lula estaria de acordo em manter o modelo estruturado pelo Ministério da Infraestrutura do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi construído juntamente com o Governo do Estado.
Anderson Sabadin: impactos econômicos
“A proposta aponta que haverá desconto inicial nos primeiros sete anos de implantação, período de investimentos, mas com uma elevação substancial após essa fase. Vale lembrar que já pagamos pelos serviços com a concessionária anterior, mas infelizmente pequenos investimentos foram realizados”, aponta Sabadin. Além disso, o modelo traz 42 praças, entre elas 15 novas, um crescimento mais de 30 por cento.
 
Para o líder cooperativista, a região mais produtiva do Paraná, novamente será penalizada e perderá competitividade, visto que as regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste estão distantes da capital e também do Porto de Paranaguá.
 
Na expectativa de que ajustes sejam feitos no novo modelo de concessão, Sabadin reitera “a preocupação no âmbito das indústrias frigoríficas, das cooperativas e as esmagadoras de soja e trigo tendo em vista o inevitável aumento de custo”, diz. Ele cita a interação produtiva entre os municípios, citando como exemplo que Toledo recebe produção de Cascavel e vice-versa, e há o processo de produção de rações que alimentam as cadeias produtivas de proteína animal, lá e cá.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
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