Adapar apresenta ações de controle biológico da cigarrinha, praga do milho
A eliminação de milho remanescente da safra anterior (tiguera) e a rotação de cultura são algumas das principais medidas que o produtor pode tomar para reduzir a infestação pela cigarrinha do milho (Dalbulus maidis), uma das principais pragas que atingem a cultura desde 2019.
A solução apresentada pela Adapar pode ser também alternativa para a redução no uso de inseticidas. Os dados do Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Paraná (Siagro) mostram que, na segunda safra de milho 2020/21, foram aplicados 902 mil litros de inseticidas contra a cigarrinha. O número aumentou para 2,3 milhões de litros no mesmo período na safra 2021/22.
Além da eliminação de milho tiguera e rotação de culturas, outras ações
podem ser tomadas de imediato pelos produtores, como não semear perto de outras
lavouras com sintomas de infecção, uso de sementes com maior resistência e
tratadas com produtos registrados, respeito ao período de zoneamento, seguir as
orientações agronômicas, manter controle de qualidade na colheita e fazer o
transporte correto.
“Isoladamente,
não existe bala de prata. É preciso atenção, cuidado e respeito a todas as
orientações técnicas”, reforçou Araújo. Mas ele novamente acentuou a
necessidade de retirada de restos de cultura remanescente, além da rotação de
lavoura. “Foram esses problemas alguns dos facilitadores para o ressurgimento
de uma praga secundária que se transformou em primária”, acrescentou.
Viver Toledo - Ano 14
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