Biopark sedia programa ambicioso para pensar o futuro da produção de alimentos
“Estamos invertendo a lógica
da pesquisa e da inovação”, aponta Luiz Donaduzzi
Por Wanderley Graeff – do Viver Toledo
“É o ponto de partida de um programa ambicioso, em que foi reunido um time de clientes muito bons, dez grandes empresas e cooperativas que vão demandar à academia as suas principais necessidades”, disse o presidente e fundador do Biopark, Dr. Luiz Donaduzzi, na abertura do I Encontro Alimentos do Futuro: “Perspectivas e tendências do setor produtivo paranaense em alimentos saudáveis”. A iniciativa incluiu várias palestras e mesa redonda sobre tendências do mercado dentro das temáticas de alimentos industrializados de origem vegetal e animal.
O encontro, realizado quinta-feira (11), no auditório da UFPR, no Biopark, foi promovido pelo Biopark, Biopark Educação, Fundação Araucária, Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Embrapa. Entre os objetivos, alinhar as linhas de pesquisa e definir as diretrizes de atuação que serão desenvolvidas pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi), além de discutir o futuro da alimentação, tendências e a importância do investimento em pesquisa e inovação nesta área.
“Estamos invertendo a lógica da pesquisa e da inovação, em que o cliente que vai dizer o que se fazer e não o contrário, o que acontece rotineiramente, em que a academia desenvolve os seus projetos e apresenta às empresas, o que não faz mais sentido”, apontou Donaduzzi.
O fundador do Biopark salientou a necessidade de se produzir alimentos melhorando a sua qualidade, ao mesmo tempo pensando nos alimentos que serão consumidos no futuro: “O que a população vai consumir daqui a 30 anos? Será que vai continuar consumindo carne de gado nos mesmos parâmetros atuais? Eu, particularmente, não acredito. Tem muitas tendências em termos de alimentos, com muita gente não comendo carnes de animais, de forma que precisamos pensar em outras fontes de proteínas”, disse.
Para Donaduzzi, a formatação do Novo Arranjo Produtivo de Pesquisa e Inovação (Napi) traz muitas vantagens, com o governo subsidiando 50% dos investimentos, cabendo às dez empresas participantes a outra parte. “Na prática, cada uma delas entrará com 5%, mas tendo acesso a 100% da pesquisa aberta. É claro que depois entra na fase do segredo industrial, mas é um modelo em que não tem negócio melhor e que nos fará avançar muito em inovação”, assegurou.
Embrapa: bases para políticas públicas
A chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Danielle de Bem Luiz assegurou que a participação no evento é uma forma de divulgar as ações da Embrapa no Biopark, com a Unidade Mista de Pesquisa e Inovação. “Já estamos trabalhando com o foco nas três principais cadeias produtivas do Oeste do Paraná, frangos, suínos e peixes. Estamos em sintonia com o Biopark criando bases que podem gerar políticas públicas que visam avanços das cadeias produtivas de proteínas no Estado do Paraná”, comentou.
Olhar do consumidor
Para o diretor de Agropecuária da Prefeitura de Toledo, João Luiz Nogueira, o evento teve uma grande importância na discussão dos alimentos para o futuro, em que não se pode subestimar a capacidade de raciocínio de quem consome: “O consumidor está com a renda baixa, em sua maioria, mas ele quer qualidade, deseja alimentos que fazem bem para a saúde, que previnam doenças”.
Para
João Luis Nogueira, esta é mais uma ação do Biopark que tem feito a diferença,
junto a outras iniciativas da sociedade organizada de Toledo como o Inovameat, realizado
recentemente em iniciativa da Acit, Sindicato Rural e Prefeitura, entre outros
parceiros, em busca de avanços na inovação no município que mais produz
alimentos do Paraná.
Por Wanderley Graeff – do Viver Toledo
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| Dr. Luiz Donaduzzi: pesquisa e inovação para o futuro dos alimentos - Foto: Wanderley Graeff/Viver Toledo |
“É o ponto de partida de um programa ambicioso, em que foi reunido um time de clientes muito bons, dez grandes empresas e cooperativas que vão demandar à academia as suas principais necessidades”, disse o presidente e fundador do Biopark, Dr. Luiz Donaduzzi, na abertura do I Encontro Alimentos do Futuro: “Perspectivas e tendências do setor produtivo paranaense em alimentos saudáveis”. A iniciativa incluiu várias palestras e mesa redonda sobre tendências do mercado dentro das temáticas de alimentos industrializados de origem vegetal e animal.
O encontro, realizado quinta-feira (11), no auditório da UFPR, no Biopark, foi promovido pelo Biopark, Biopark Educação, Fundação Araucária, Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Embrapa. Entre os objetivos, alinhar as linhas de pesquisa e definir as diretrizes de atuação que serão desenvolvidas pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (Napi), além de discutir o futuro da alimentação, tendências e a importância do investimento em pesquisa e inovação nesta área.
“Estamos invertendo a lógica da pesquisa e da inovação, em que o cliente que vai dizer o que se fazer e não o contrário, o que acontece rotineiramente, em que a academia desenvolve os seus projetos e apresenta às empresas, o que não faz mais sentido”, apontou Donaduzzi.
O fundador do Biopark salientou a necessidade de se produzir alimentos melhorando a sua qualidade, ao mesmo tempo pensando nos alimentos que serão consumidos no futuro: “O que a população vai consumir daqui a 30 anos? Será que vai continuar consumindo carne de gado nos mesmos parâmetros atuais? Eu, particularmente, não acredito. Tem muitas tendências em termos de alimentos, com muita gente não comendo carnes de animais, de forma que precisamos pensar em outras fontes de proteínas”, disse.
Para Donaduzzi, a formatação do Novo Arranjo Produtivo de Pesquisa e Inovação (Napi) traz muitas vantagens, com o governo subsidiando 50% dos investimentos, cabendo às dez empresas participantes a outra parte. “Na prática, cada uma delas entrará com 5%, mas tendo acesso a 100% da pesquisa aberta. É claro que depois entra na fase do segredo industrial, mas é um modelo em que não tem negócio melhor e que nos fará avançar muito em inovação”, assegurou.
Embrapa: bases para políticas públicas
A chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Danielle de Bem Luiz assegurou que a participação no evento é uma forma de divulgar as ações da Embrapa no Biopark, com a Unidade Mista de Pesquisa e Inovação. “Já estamos trabalhando com o foco nas três principais cadeias produtivas do Oeste do Paraná, frangos, suínos e peixes. Estamos em sintonia com o Biopark criando bases que podem gerar políticas públicas que visam avanços das cadeias produtivas de proteínas no Estado do Paraná”, comentou.
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| Danielle Luiz - Embrapa |
Para o diretor de Agropecuária da Prefeitura de Toledo, João Luiz Nogueira, o evento teve uma grande importância na discussão dos alimentos para o futuro, em que não se pode subestimar a capacidade de raciocínio de quem consome: “O consumidor está com a renda baixa, em sua maioria, mas ele quer qualidade, deseja alimentos que fazem bem para a saúde, que previnam doenças”.
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| João Luis Nogueira - Prefeitura de Toledo |
Menos desperdício e
impactos ao meio ambiente
“Os modelos de produção de alimentos estão em discussão sob vários ângulos, que incluem a busca por mais qualidade e menos desperdício e a redução dos impactos para o meio ambiente”, avaliou o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da BRF, Fábio Bagnara. “Esta é uma região muito rica e importante na produção de alimentos, onde a BRF está aqui presente desde o início dos anos de1960”, disse.
O
vice-presidente do Biopark, Paulo Victor Almeida salientou que entre os
objetivos do novo arranjo produtivo está o de proporcionar as visões sobre o
que pode ser feito para assegurar mais excelência na produção de alimentos. “É uma
política de Estado, junto com todos os outros entes, que visa viabilizar as pesquisas
necessárias para isso”, afirmou.
Num
futuro breve não será possível produzir alimentos, seja de origem animal ou
vegetal, da forma atual, para sustentar o grande crescimento da população
mundial, avaliou a gerente de Educação e Pesquisa do Biopark, Ana Luiza
Donaduzzi. “Hoje é um marco, em que conseguimos trazer a iniciativa privada e
os entes públicos, de forma que possamos desenvolver e pensar lá na frente como
fazer frente aos desafios do futuro na produção de alimentos”, completou.
Sobre os Napi´s
Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação são redes colaborativas de pesquisa voltadas à ativação e à consolidação de ecossistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná. A ênfase está na melhor mobilização e integração entre território, empresas líderes, terceiro setor e fatores-chave de desenvolvimento das regiões do Estado.
Os Napi´s focam em áreas prioritárias para o desenvolvimento do estado, promovendo criação de riqueza e qualidade de vida de forma sustentável, levando à maior assertividade dos instrumentos de apoio da Fundação Araucária e, consequentemente, melhor retorno sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
“Os modelos de produção de alimentos estão em discussão sob vários ângulos, que incluem a busca por mais qualidade e menos desperdício e a redução dos impactos para o meio ambiente”, avaliou o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da BRF, Fábio Bagnara. “Esta é uma região muito rica e importante na produção de alimentos, onde a BRF está aqui presente desde o início dos anos de1960”, disse.
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| Fabio Bagnara - BRF |
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| Paulo Victor Almeida - Biopark |
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| Ana Luiza Donaduzzi - Biopark |
Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação são redes colaborativas de pesquisa voltadas à ativação e à consolidação de ecossistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná. A ênfase está na melhor mobilização e integração entre território, empresas líderes, terceiro setor e fatores-chave de desenvolvimento das regiões do Estado.
Os Napi´s focam em áreas prioritárias para o desenvolvimento do estado, promovendo criação de riqueza e qualidade de vida de forma sustentável, levando à maior assertividade dos instrumentos de apoio da Fundação Araucária e, consequentemente, melhor retorno sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
Viver Toledo - Ano 14
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