Contra gripe aviária, Sistema de Agricultura reforça cuidados com a biossegurança de aviários
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| Foto: Gilson Abreu/AEN |
O cuidado com a biossegurança nas estruturas e nos processos nos aviários do Estado é fundamental para evitar que a gripe aviária entre nas granjas comerciais e provoque perdas econômicas incalculáveis. O recado tem sido transmitido em reuniões realizadas pelos servidores do Sistema de Agricultura do Paraná por todo o Estado e chegou nesta terça-feira (06) a Dois Vizinhos, no Sudoeste, maior produtor paranaense de frango por metro quadrado, e considerada a Capital Nacional do Frango.
O gerente de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Rafael Gonçalves Dias, destacou que enquanto houver registro em aves silvestres ou de fundo de quintal nada acontece em termos de exportação. No entanto, se houver ocorrência em granja comercial de qualquer estado brasileiro, dos 150 países que importam carne de frango paranaense, cerca de 20, entre eles os grandes mercados do Japão, África do Sul e Coreia do Sul, podem deixar de comprar do Paraná.
CONSUMO
O gerente da Adapar reforçou que não há risco de pessoas serem infectadas
pelo consumo de carne de frango. Os donos de aviários devem manter os cuidados
com o fechamento de todas as frestas para evitar que qualquer outro animal,
incluindo as aves silvestres, possa ter contato com as comerciais. Também é
importante não deixar ninguém estranho à produção chegar perto das aves e que
aqueles que precisam desse contato utilizem roupas e sapatos específicos para a
atividade. As regras aplicam-se também a produtores de ovos.
A
Adapar tem mapeado todo o protocolo de prevenção e de intervenção eficaz, caso
seja detectado qualquer problema. Isso se deve muito ao georreferenciamento das
propriedades rurais do Estado com conhecimento do número de animais e
distâncias. Por isso a importância de todos os detentores de animais fazerem o
cadastro na Adapar. A campanha se estende até 30 de junho.
“É
uma ferramenta de planejamento e de intervenção que precisa estar afinada para
circunscrever o problema ao local em que nasce e não deixar espalhar”, acentuou
o secretário Norberto Ortigara. “Temos métodos e planos de contingência para
atuar de pronto e eficazmente se chegar. Precisamos dar as mãos para defender
nosso negócio”.
Além
das reuniões que se espalham por todo o Paraná com orientações práticas aos
produtores, há encontros constantes, de forma presencial ou virtual, do
Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), que reúne órgãos públicos
federais e estaduais, entidades do setor produtivo paranaense, técnicos de
universidades e forças de segurança pública. O objetivo é manter o mesmo
nivelamento nas informações sobre a evolução da doença no mundo, no país e no
Estado para tomar medidas de forma conjunta.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
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