Impacto do clima na safra 2023/24 exige ajuste de preços para garantir renda ao agricultor
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| Foto: Roberto Dziura Jr. |
As constantes mudanças climáticas que têm marcado a safra de grãos 2023/24 no Brasil, e particularmente no Paraná, apontam para uma grande frustração na produção. Para discutir a situação, o Sistema Ocepar convocou nesta quinta-feira (18) uma reunião com o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, que falou sobre a necessidade de transparência nos números para que o mercado ajuste os preços e garanta renda aos produtores.
DIÁLOGO
O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou a importância
do encontro, que reuniu aproximadamente 170 pessoas para uma interação entre as
entidades. “Isso é muito importante para que a gente tenha a melhor informação
possível, que traga uma segurança para o mercado e que os preços se ajustem”,
afirmou.
O
secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Neri
Geller, disse que grandes desafios têm se colocado para a agropecuária
brasileira. “Queremos um trabalho de diálogo e conversa com o setor para
trazê-los de volta dentro do Ministério da Agricultura”, propôs.
Ele
destacou que a pasta tem interesse em avançar na construção de armazéns, no
fortalecimento de recursos de custeio e crédito, além de aquecer a aquisição de
máquinas, com taxas de juros mais atrativas. “Temos que consolidar a garantia
de preço mínimo e não vamos abrir mão de reorganizar o seguro agrícola e
remodelar o Proagro”, destacou.
O
evento contou também com explanação do meteorologista Luiz Renato Lazinski e de
Étore Baroni, da StoneX Brasil, que falou sobre mercado e preços.
BOLETIM
BOLETIM
A questão da produção mundial de soja para a safra 2023/24 também é assunto
analisado no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 12 a 18
de janeiro. O documento do Deral aponta que, mesmo registrada perda
significativa, isso não refletirá de forma crítica na disponibilidade da
oleaginosa, além de os preços continuarem nos mesmos níveis. Na América do Sul,
os principais produtores são Brasil, Argentina e Paraguai, representando
aproximadamente 55% da produção mundial de soja, sendo o Brasil o maior
produtor mundial.
O
boletim também aborda outras culturas. Uma delas é o limão. Os limões –
principalmente o Taiti e o Rosa/Cravo – proporcionaram 34,2 mil toneladas de
frutos, girando uma massa financeira de R$ 55,5 milhões na produção de frutas
do Paraná em 2022. Considerando a geração de um Valor Bruto da Produção de R$
2,5 bilhões na fruticultura, os limões representam a décima fruta em
movimentação de capital. O Núcleo Regional de Umuarama participa com 81,4% do
VBP do setor mesmo respondendo por 59,4% da área.
Em
relação ao trigo, o boletim informa que as importações nacionais reduziram em
27% em 2023. O número é referente à queda de volume de 5,7 milhões em 2022 para
4,2 milhões no ano que se encerrou, conforme dados do MDIC. A diminuição era
esperada, em função da combinação de uma boa safra brasileira em 2022 com a
baixa disponibilidade de trigo argentino resultante da seca. Para 2024 a
expectativa é que as importações retomem o fluxo de 2022, em função da
recuperação da safra da Argentina.
Viver Toledo
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