Ensaio de rotação de culturas na Coamo completa 40 anos de pesquisa
![]() |
| Placas marcam feito histórico e parceria - Imprensa Coamo |
O experimento sobre rotação de culturas na Fazenda Experimental de Campo Mourão (PR) iniciou em 11 de abril de 1985, completando 40 anos nesta safra, sendo o ensaio mais longevo do Brasil. Desde a implantação, o departamento Técnico da Coamo e pesquisadores da Embrapa Soja acompanham os efeitos da rotação de culturas ao longo dos anos. Entre os principais impactos estão o aumento da produtividade, a melhora das condições físicas, químicas e biológicas do solo e a lucratividade da atividade.
O ensaio na Fazenda Experimental foi implantado em 1985, quando o sistema de plantio direto ainda era recente. “Nessa época, havia alguns desafios e a pesquisa indicava que a rotação de culturas poderia ser uma técnica eficiente para enfrentar esses problemas”, explica Bueno. Ele reforça que, apesar do reconhecimento da importância da rotação de culturas, a adoção nas lavouras ainda é limitada. “O produtor, muitas vezes, acredita que cultivar grãos continuamente garante mais rentabilidade. No entanto, nossos dados mostram que a diversificação pode ser mais vantajosa. Na região quente, por exemplo, substituir 30% da área de milho segunda safra por braquiária ruziziensis, ao longo das safras, resulta em mais retorno econômico. Na região fria, resultados semelhantes foram observados. Esperamos que, com as informações repassadas no encontro de verão, os cooperados possam aprimorar ainda mais os sistemas produtivos e obter melhores resultados econômicos”, conclui Bueno.
O pesquisador da Embrapa Soja, Henrique Debiasi, reforça que a realidade da produção de grãos no Paraná em 1985 era bem diferente da atual. "Naquela época, predominava o preparo convencional do solo, o que resultava em grandes perdas por erosão. O sistema de plantio direto ainda estava no início, com menos de 200 mil hectares no Estado, representando menos de 5% da área total."
O ensaio apresentado no encontro com cooperados da Fazenda Experimental da Coamo contou com 12 tratamentos, compostos por diferentes sistemas de rotação de culturas. "As variações ocorrem conforme a existência ou não de rotação no verão, entre soja e milho, e no outono-inverno, com trigo, milho segunda safra e plantas de cobertura", explica. Esses sistemas possuem ciclos de quatro anos e são comparados com a sucessão soja-trigo, predominante na época da implantação do experimento. "Temos um tratamento em que cultivamos trigo no inverno e soja no verão há 40 anos, o que nos permite analisar a dinâmica química, física e biológica do solo em diferentes cenários".
Alexandre Lima Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, destaca que a longevidade do experimento é um fator essencial para sua relevância, pois permite a coleta de dados de longo prazo sobre a influência de diferentes culturas e épocas de plantio. “Foi ao longo das décadas que conseguimos consolidar informações valiosas, o que reforça a importância de manter esse tipo de estudo.” (Assessoria de Imprensa Coamo)
Por quem faz jornalismo há 46 anos
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Wanderley Graeff Jr.
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR






.jpg)




0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial