 |
| Documento foi entregue durante visita à sede da Coamo - Roberto Dziura Jr/AEN |
O
governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou quarta-feira (14) a Licença de
Instalação (LI) para a construção da primeira usina de etanol de milho da Coamo
Agroindustrial Cooperativa, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Estado. O
documento foi emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
O
investimento da Coamo será de R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 500 milhões em
financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) com recursos do Fundo Clima.
“É uma
alegria participar desse momento histórico, a primeira grande indústria de
etanol de milho do Paraná, uma planta bilionária de investimentos da Coamo,
consolidando o Paraná como um dos maiores produtores de biocombustível do
Brasil”, afirmou Ratinho Junior. “Ela já nasce ultramoderna, pois além de
produzir o etanol de milho, que é um combustível sustentável, terá também
autogeração de energia, fazendo com que essa indústria seja autossuficiente e
abastecendo as demais plantas do parque industrial da Coamo”.
“Além
disso, com o seu derivado daquilo que sobra, ela faz o DDGS, que é a base para
a ração com proteína animal, em especial para bovino e suinocultura. É geração
de emprego na veia, consolidando o Paraná como o estado mais sustentável do
Brasil, e também como o supermercado do mundo, que gera alimento,
biocombustível e energia limpos”, acrescentou o governador.
A
cooperativa recebe anualmente 3 milhões de toneladas de milho, das quais entre
500 mil e 600 mil toneladas serão destinadas à produção de biocombustível. O
complexo terá capacidade para processar 1.700 toneladas de milho por dia e
produzir 765 mil litros de etanol a cada 24 horas. As operações devem ser
iniciadas no segundo semestre de 2026.
Além
disso, o projeto vai garantir a produção diária de 510 toneladas de farelo para
nutrição animal (DDGS) e 34 toneladas de óleo de milho, produtos gerados após a
fermentação. O DDGS é um farelo rico em fibras e proteínas, utilizado na
alimentação animal, enquanto o óleo de milho pode ser destinado à produção de
biodiesel.
“Isso
prova que o Paraná está na vanguarda. A Coamo é a maior cooperativa da América
Latina e o Governo do Estado vem aqui demonstrar o respeito que tem por Campo
Mourão e pela região, trazendo a licença de instalação. Estamos provando que é
possível crescer, se desenvolver, gerar emprego, renda, melhorar a vida das
pessoas, cuidar e recuperar o meio ambiente”, ressaltou o secretário de Estado
da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes.
“Essa é
uma planta que nasce com o DNA de uma indústria limpa. Ela vai gerar energia
para todo restante do parque industrial da Coamo. Com isso, Campo Mourão vai
ter mais empregos, mais renda, receberá mais impostos e a cidade, sem dúvida
alguma, será melhor”, finalizou o secretário.
Para o
secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, o
investimento da cooperativa mostra que é possível o crescimento econômico
aliado à sustentabilidade. “Com o investimento benéfico da Coamo, vamos ver se
materializar para sempre mais uma matriz de sustentabilidade para ser oferecida
ao mundo pelo nosso grandioso Paraná. O supermercado do mundo é pouco para
nós”, defendeu.
A nova
planta será construída no Parque Industrial da Coamo, às margens da BR-487.
Atualmente, o complexo abriga nove plantas industriais voltadas principalmente
para a alimentação humana e animal. Entre as instalações estão moinho de trigo,
fiação de algodão, indústrias de margarinas e gorduras vegetais, entre outros.
“Para
nós hoje é mais uma etapa da construção do desenvolvimento sustentável no
Estado. O Paraná é rico em solo, em água, em florestas, e tem uma capacidade
produtiva muito grande demonstrada pelos seus agricultores e, nesse particular
do etanol, demonstrada pelos cooperados da Coamo”, comenta o diretor-presidente
do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza.
“Essa
preocupação do licenciamento ambiental traz a perspectiva de que nós possamos
ter no Paraná empreendimentos que geram empregos, impostos e renda, tudo isso
com sustentabilidade. Foi um trabalho árduo da nossa equipe técnica e da
cooperativa para subsidiar a decisão de emitir primeiro uma licença prévia, que
determinou que o local era cabível de se instalar uma usina. Agora, a licença
de instalação permite efetivamente a execução da obra de construção da planta”,
salientou Souza.
Mais valor
à produção
De
acordo com a cooperativa, serão criados 2.200 empregos diretos durante a
construção da nova planta industrial, e outras 250 vagas quando estiver em
operação. Segundo o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, o objetivo
é agregar valor à produção dos cooperados.
“Vamos
esmagar 600 mil toneladas de milho ao ano, com produção de etanol, farelo de
milho e óleo de milho. Para a comunidade é espetacular porque gera emprego
perene, qualidade e traz desenvolvimento. É uma indústria que agrega valor. Não
é mais apenas a venda de um cereal, mas sim um cereal transformado em um
biocombustível e num farelo de alta proteína”, afirmou.
Outro
ponto importante é que, além do etanol, a indústria terá uma matriz energética
térmica baseada em eucalipto de reflorestamento próprio, com 5 mil hectares de
cultivo. A usina gerará 30 megawatts de energia elétrica, suficiente para
abastecer 100% do parque industrial do complexo de etanol de milho.
“Além
de todos esses produtos, ela vai gerar energia elétrica. Isso permite que todas
as outras nove indústrias sejam autossuficientes a partir de uma matéria-prima
renovável, que são os reflorestamentos de eucalipto. É um ciclo virtuoso, uma
indústria altamente sustentável, onde escolhemos Campo Mourão e o Paraná por
questões de logística, por estar mais ao Sul, então comercialmente também
beneficia bastante”, concluiu o presidente executivo.
O
Brasil conta com 24 usinas de etanol de milho em operação. Destas, 11 são
dedicadas exclusivamente ao milho, enquanto as demais são usinas flex, que
produzem etanol também pela cana-de-açúcar. A produção de etanol de milho é
predominante na região Centro-Oeste, mas há projetos de expansão em diversas
regiões do País.
MEMORIAL –
Durante a entrega da Licença de Instalação, Ratinho Junior também visitou o
Memorial da Coamo, que conta a história tanto da cooperativa quanto da própria
cidade.
“É algo
que nos enche de orgulho. Conhecer mais a fundo a história da Coamo, que já é
conhecida por todos que vivem um pouco da agricultura, dessa evolução do
Brasil, com detalhes, a transformação que aconteceu ao longo desses últimos 50
anos. É ver essa que se transformou, da união de 79 agricultores, na maior
cooperativa da América Latina, faturando acima de R$ 30 bilhões”, salientou
Ratinho Junior.
O
Memorial fica na Avenida Guilherme de Paula Xavier, nº 6950, e recebe todos os
públicos, desde crianças e escolas até adultos e cooperados. Para visitar o
espaço é necessário agendamento. Mais informações podem ser conferidas AQUI.
COAMO – Com
54 anos de existência, a Coamo Agroindustrial Cooperativa é a maior empresa do
Paraná e aparece na 44ª posição entre as 500 maiores do Brasil no ranking Época
Negócios 360º 2024, liderando o setor que mais se destaca no cenário de
negócios do Estado: o cooperativismo. A gigante do setor encerrou o ano passado
com uma receita global de R$ 28,82 bilhões. Desse montante, R$ 694 milhões
foram distribuídos entre os mais de 32 mil cooperados espalhados pelo Paraná,
Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Mesmo
diante das dificuldades climáticas, a Coamo recebeu um total de 8,02 milhões de
toneladas de produtos agrícolas em 2024, equivalente a 2,7% da produção brasileira
de grãos e fibras. No mercado externo, exportou 4,34 milhões de toneladas de
commodities e produtos alimentícios, gerando um faturamento de US$ 1,88 bilhão.
A
industrialização é um pilar importante dos negócios da Coamo. A planta de
etanol deve se somar a outras plantas de processamento de soja, café, margarina
e gordura vegetal, distribuídas entre Campo Mourão, Paranaguá (PR) e Dourados
(MS). Em 2024, inaugurou sua nova fábrica de rações, produzindo nutrição animal
para gado de corte e leiteiro, equinos, suínos, aves, peixes, cães e gatos, com
investimento de R$ 178 milhões.
PRESENÇAS –
Participaram da entrega da licença os secretários estaduais Aldo Bona (Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior) e Sandro Alex (Infraestrutura e Logística); o
subchefe da Casa Civil, Lúcio Tasso; o prefeito de Campo Mourão, Douglas
Fabrício; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi;
diretores e cooperados da Coamo e demais autoridades da região.(Com AEN/PR - Fotos: Roberto Dziura Jr.)
Viver Toledo - Ano 16
Por quem faz jornalismo
há 46 anos
Editoria: Wanderley
Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311
– S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 –
Toledo-PR
0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial