Energia Solar: técnicos do Emater participaram de curso em Toledo
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| Cada vez mais competitiva, a fonte renovável vem despertando o interesse dos proprietários rurais |
O
Parque Tecnológico Itaipu (PTI) vem exercendo um papel importante no processo
de popularização de fontes renováveis de energia. Como é o caso da energia solar
fotovoltaica, tema de um curso promovido pelo Parque, em dezembro de 2018, para
extensionistas do Instituto Emater.
A
capacitação realizada em Toledo (PR), por meio do Programa Oeste em
Desenvolvimento, reuniu técnicos do Instituto Emater do Oeste do Paraná e
contou com a participação da Copel para ministrar o tema regulatório. A demanda
surgiu do próprio instituto, que vem recebendo um grande número de consultas
sobre informações relacionadas à fonte por meio de seus produtores rurais.
De
acordo com o diretor-superintendente do PTI, Jorge Augusto Callado, a ação
conjunta com o Emater é “mais uma demonstração da parceria do PTI com a
sociedade e com os demais órgãos de governo para a promoção do desenvolvimento
territorial sustentável da região Oeste. Estamos constantemente pesquisando
energias renováveis e a energia solar é um dos principais pontos da nossa
agenda”, destacou.
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| Técnicos da Emater durante o curso realizado em Toledo |
Em
dois dias, eles puderam conhecer detalhes sobre os equipamentos, o
funcionamento dos sistemas fotovoltaicos, assim como aspectos legislatórios e
de mercado. O PTI ainda forneceu uma ferramenta, de fácil utilização, que foi
desenvolvida para auxiliar extensionistas e produtores no dimensionamento dos
sistemas. A capacitação foi importante para a atualização dos profissionais
sobre a temática, conforme ressaltou o gerente regional do Instituto Emater,
Ivan Decker Raupp. “Houve uma atualização dos profissionais nas áreas de
dimensionamento, legislação, sistema tarifário, entre outros, de modo que
podemos bem orientar o agricultor”.
O
aumento de interesse por parte dos produtores tem duas razões principais: os
constantes aumentos na tarifa de energia elétrica, e o barateamento nos custos
de instalação dos sistemas fotovoltaicos. O investimento inicial, que pode até
parecer alto no primeiro momento, vem sendo recuperado em períodos cada vez
menores. “A energia renovável entra como um meio para que o agricultor se torne
mais competitivo e reduza o custo efetivo porque o impacto da energia é muito
grande. Tiveram agricultores que comentaram que o impacto da energia chega a
30% da produção”, explica Marcos Kurata, gerente da área de Energia Solar do
PTI e responsável por ministrar a capacitação inédita.
O
trabalho com sistemas de micro geração de energia também tem o apoio do
Programa Oeste em Desenvolvimento, onde é uma das pautas prioritárias. Os
sistemas desenvolvidos na região, como avicultura, piscicultura e produção
leiteira, têm uma demanda considerável de energia elétrica.
Potencial a ser explorado
O
Atlas de Energia Solar do Estado do Paraná - desenvolvido pelo PTI em parceria
com a Itaipu Binacional, a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e
o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – apontou que o potencial
desse tipo de energia por aqui é 43% superior, por exemplo, ao da Alemanha, um
dos países que mais investe nessa fonte renovável, no mundo. O potencial
paranaense é, ainda, 18% superior ao da França e 55% maior que o do Reino
Unido.
A
publicação apontou que o município de Prado Ferreira, no Norte, lidera o
ranking. Já Matinhos, no Litoral, tem o menor índice. Qualquer cidadão pode
consultar a base de dados, que também está disponível gratuitamente na
internet, no site www.atlassolarparana.com.
O
Paraná vive um momento de expansão, somente de 2017 para 2018 o número de
sistemas fotovoltaicos instalados mais que dobrou e atualmente totaliza 3,5 mil
unidades - entre residenciais, comerciais, industriais e rurais – ocupando a
quinta posição nacional em geração distribuída, segundo o banco de dados da
Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). De acordo com a Associação
Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em 2040 a fonte solar
alcançará cerca de 126 mil MW no País, conquistando o posto de primeira fonte
no ranking da matriz, com 32% de participação, superando a hidreletricidade,
que totalizar 29% até lá.
Viver
News – Wanderley Graeff c/ assessoria
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