23/04/2019

Mãe Terra promove reflexão sobre a vida e o meio ambiente

Cerca de duas mil pessoas, entre eles muitos jovens, participaram do 7º Evento Mãe Terra, de 18 a 22 de abril, na Aldeia Por Sol, junto à Kahena Espaço Natural, em Toledo.
O evento trabalhou diferentes aspectos, como a saúde das pessoas, tanto física quanto emocional, a espiritualidade, o meio ambiente, a integração de raças e o resgate da cultura indígena e a necessidade da preservação do meio ambiente, valorizando a Terra como algo que protege e acolhe as pessoas que nela habitam e para isso precisa ser cuidada e preservada.
Na abertura do evento a socióloga Moema Viezzer falou aos participantes sobre a Carta da Terra, um documento que ajudou a elaborar e que traça diretrizes para a preservação do meio ambiente e do Planeta Terra. “Podemos nos ver como derrotados ou como vencedores, nós é que temos as rédeas e que decidimos o que é seguro para nossas vidas”, ensinou ela.
A vivência A Loba, no domingo à noite, foi conduzida pela sócia proprietária da Kahena, Selma Fernandes. Na edição de domingo, que contou também com a presença de homens, foi trabalhado um pouco da espiritualidade e a visão da mulher na cultura indígena. Com depoimentos de Selma, do indígena equatoriano Salas Guerreiro e da líder espiritual Paulina Martines, da Aldeia Tekoha Y’hovy, de Guaíra, foi ressaltado o papel da mulher na cultura indígena.
Festival
No sábado, em torno de 1,8 mil pessoas, segundo estimativa dos organizadores, participaram da Kahena Festival - After Colors, uma programação destinada especialmente aos jovens, com música e muita diversão. A festa, explica Selma, faz parte de um trabalho desenvolvido com jovens ao longo de todo o ano.
Segundo ela, como terapeuta atende diversos jovens com problemas de depressão e envolvimento com drogas, razão pela qual surgiu a ideia de realizar uma festa com música, que é algo que os jovens apreciam muito, porém sem álcool ou drogas.
O projeto Mae Terra, implementado há sete anos, finaliza Selma, aborda questões polêmicas, como a mulher, os jovens, a cultura indígena e o meio ambiente, que precisa se curar para poder curar as pessoas. ”Foi um evento que começamos sem apoio e que a cada ano estamos ganhando mais adeptos, o que amplia a nossa responsabilidade e compromisso”. Ela agradeceu o apoio de todos e ressaltou que espera fazer novas parcerias para a próxima edição, em 2020. O evento encerrou na segunda-feira à tarde, com uma cerimônia espiritual na Aldeia Indígena de Guaíra. (Assessoria - Fotos: Amnésia Fotografias)

Viver News – Wanderley Graeff c/ assessoria
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