Limite prudencial cai para 49,40% em Toledo
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| Prefeito Lúcio De Marchi comemorou o resultado (foto: Carlos Rodrigues) |
O equilíbrio fiscal
das contas do município sai do vermelho e o limite prudencial cai para 49,40%.
Esse é o índice que representa o percentual gasto pela prefeitura com folha de
pagamento. Legalmente, é preciso que esteja abaixo de 51,30%, caso contrário,
sanções administrativas como o impedimento de contratações são automaticamente
aplicados.
O anúncio dos dados
foi realizado na tarde de quarta-feira (29) pelo prefeito Lúcio de Marchi, pelo
secretário da fazenda, Balnei Rotta, e pelo contador Milton Endler, durante
Audiência Pública da avaliação das metas fiscais do 1º quadrimestre de 2019 na
Câmara de Vereadores de Toledo, atendendo o § 4º do artigo 9º da Lei de
Responsabilidade Fiscal.
Gasto com Pessoal
O gasto com pessoal
no primeiro quadrimestre de 2019 foi de R$ 213.666.911,87. Isso representa
49,40% dos R$ 432.542.805,93 da Receita Corrente Líquida (RCL) do período.
Na prestação de
contas de agosto de 2017 esse percentual representava 53,52% da Receita
Corrente Líquida. Em dezembro do mesmo ano houve uma leve queda para 52,20%. Em
abril de 2018 voltou a crescer, fechando em 52,46% da RCL. Em agosto 51,81% e
fechou dezembro com 50,19%. Foi quando liberou o índice para que a prefeitura
pudesse fazer as contratações e as nomeações de funções gratificadas.
“Mesmo assim,
conseguimos continuar o viés de queda e chegar agora no primeiro quadrimestre
com 49,40%. Cada ato de nomeação a partir da liberação do limite, foi feito um
estudo de impacto financeiro para avaliar o quanto isso representaria em
relação ao limite prudencial”, explicou o secretário da fazenda Balnei Rotta.
Ele disse ainda que
o grupo gestor criado em 2018 até hoje faz esse tipo de estudo sobre impactos
financeiros para quaisquer atos que influenciam o aumento da folha de
pagamento. O secretário lembrou ainda que março é o mês do dissídio coletivo
dos servidores. Este ano foi repassado uma reposição salarial na ordem de 3,57%
e mesmo assim, somados às demais contratações, foi possível proporcionar a
diminuição do índice prudencial.
O prefeito repassou
os dados com entusiasmo, pois várias medidas foram tomadas para o equilíbrio
das contas tributárias do município. “Apesar da crise brasileira, dos altos e
baixos que influenciam em nossas contas, conseguimos esse equilíbrio. Dos
impostos estaduais e federais cobrados aqui, apenas uma pequena parcela fica no
município. Mas graças à força de todos diminuímos o índice prudencial”,
comemorou Lucio de Marchi.
Ele salientou que
hoje Toledo está sendo visto como um município bom para se investir. A
qualidade de vida e o cenário econômico, político e social favorece esses
números. Disse ainda que os voos da Azul consolidaram o potencial da região. “O
aeroporto funcionando deu ânimo aos empresários para realizarem seus
investimentos por aqui”, completou o Prefeito.
Arrecadação
Um dos impactos
positivos que influenciaram na arrecadação do período foi do Imposto Sobre
Serviços (ISS). Nesses quatro primeiros meses do ano, houve um incremento
positivo que variou de 11% a 32,36%. Se somados, houve um acréscimo de 21,10%
em comparação a 2018. Em valores, o município contabilizou R$ 9,75 milhões no
ano passado. Já em 2019, entraram nos cofres públicos R$ 11,81 milhões
referentes ao ISS.
“Esse é o único
imposto cobrado diretamente pelo município das empresas prestadoras de
serviços. Ou seja, ele não vai pra lugar nenhum para depois voltar. Entra
direto nos cofres do município”, salienta Balnei ao comemorar o resultado.
Na avaliação do secretário
da fazenda, esse incremento positivo na arrecadação do ISS se deve a três itens
primordiais: aumento do número de empresas; campanhas que estimulam o
consumidor a pedir nota fiscal; fiscalização e a orientação dos contadores para
a legalização da renda do empresário.
Saúde/Educação
No primeiro
quadrimestre foram empenhadas despesas na ordem de R$ 30.650.289,07 para a
Educação e R$ 38.956.470,18 para a Saúde. Para fins de limite constitucional,
foram aplicados no período R$ 23.5511.066,17 em Educação, representando 19,01%
das receitas. E R$ 32.050.327,91 em Saúde, representando 25,87% das receitas
constitucionais.
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