Estados e municípios têm até sexta para aderir a modelo cívico-militar
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Modelo cívico-militar implantado em escola pública do Distrito Federal (foto:
Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Por Agência Brasil - Estados e municípios têm até sexta-feira (27) para manifestar interesse
em aderir ao modelo de cívico-militar proposto pelo governo federal. A gestão
híbrida compartilhada com civis e militares será implementada, em 2020, em 54
escolas.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), as escolas devem manifestar
interesse junto à secretaria estadual de Educação. Serão selecionadas duas
instituições de cada estado e do Distrito Federal.
Nos estados em que não houver interesse pelo programa, municípios
voluntários podem pedir participação por meio de ofício enviado ao MEC, com os
nomes das instituições da unidade da federação que pretendem aderir ao
programa.
Para participar da seleção, os colégios devem ter de 500 a 1 mil alunos
do 6º ao 9º ano do ensino fundamental ou do ensino médio.
Segundo a pasta, uma das condições é que estados e municípios apliquem
consulta pública sobre a mudança, uma vez que a adesão ao programa é
voluntária. A aceitação pode ocorrer por meio de audiência pública ou votação.
O MEC disponibilizou o passo a passo para a realização da consulta à
comunidade. A orientação está disponível na internet.
Terão preferência na seleção as instituições de ensino com baixo Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e em situação de vulnerabilidade
social. A comparação é feita com outras escolas do mesmo estado. Ao todo, o
governo pretende implementar 216 escolas cívico-militares até 2023.
Recursos
O MEC vai liberar R$ 54 milhões para o programa em 2020, sendo R$ 1
milhão por escola. O dinheiro será investido no pagamento de pessoal em algumas
instituições e na melhoria de infraestrutura, compra de material escolar,
reformas, entre outras pequenas intervenções.
As escolas em que haverá pagamento de pessoal são as que fizerem parceria
com o MEC e o Ministério da Defesa, que contratará militares da reserva das
Forças Armadas para trabalho nos estabelecimentos. A duração mínima do serviço
é de dois anos, prorrogável por até dez, podendo ser cancelado a qualquer
tempo. Os profissionais vão receber 30% da remuneração que recebiam antes de se
aposentar.
Os estados poderão ainda destinar policiais e bombeiros militares para
apoiar a administração das escolas. Nesse caso, o MEC repassará a verba ao
governo, que, em contrapartida, investirá na infraestrutura das unidades, com
materiais escolares e pequenas reformas.
Os militares irão atuar como monitores, acompanhando os alunos e fazendo
contato com as famílias.
Consulta pública
Segundo o MEC, uma etapa importante na adesão ao Programa Nacional das
Escolas Cívico-Militares é a realização de consulta pública. A pasta informa
que o procedimento assegura transparência na escolha e serve para medir o grau
de interesse de todos os atores, sendo eles, gestores, professores, alunos e
familiares, em fazer parte da iniciativa lançada pelo governo federal.
Veja o passo a
passo recomendado pela pasta
Chamamento da comunidade
escolar –
convocação para conhecer o programa. Pode ser pela internet, rádio
local, carro de som, folder, entre outros.
Audiência de
esclarecimento – reunião com a comunidade escolar para
explicar o modelo proposto pelo MEC. É necessário capacitar alguém do estado ou
do município para tirar todas as dúvidas
que as pessoas possam ter.
Audiência de consulta
pública – uma segunda reunião para medir o grau de
aceitação do modelo na escola. A forma mais comum é por votação, mas pode ser
por outros caminhos, desde que mantidas a transparência e a publicidade.
Resultado – a conclusão da audiência da consulta pública deve ser formalizada e
enviada para o MEC.
O governo local pode optar por outra forma de realizar a consulta
pública. É necessário, no entanto, enviar o resultado para o MEC. A instituição
de ensino deve assegurar a participação do maior número possível de pessoas da
comunidade escolar, credenciando os eleitores do processo.
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