Secretaria da Educação promoveu “Dia D” para debater sobre TDAH
A educação ganha reforço e se fortalece, principalmente na rede
municipal. Na sexta-feira (20), a Secretaria Municipal da Educação (SMED) em
parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), realizou o
“Dia D” para discutir o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade
(TDAH). O evento foi realizado durante a manhã e tarde no auditório da UTFPR
campus Toledo, e contou com palestras, debates, apresentação cultural, e
depoimentos.
Participaram do evento, professores, psicopedagogos, professores do
Atendimento Educacional Especializado, diretores, coordenadores de escolas e
CMEIs inclusive um grupo de Educação Especial da cidade de Santa Helena. Ao
todo, foram 150 participantes.
“Escolhemos o TDAH porque é uma queixa bastante comum entre os
profissionais da educação. O grande propósito hoje é buscar uma integração do
diálogo entre pessoas da área acadêmica, pessoas que convivem com indivíduos
com o transtorno no ambiente de trabalho, além de pessoas que vivem
pessoalmente o TDAH, e contam quais são as necessidades e que recursos elas
encontraram para lidar com isso na vida”, explica uma das organizadoras do
evento e Coordenadora do Serviço de Psicopedagogia da SMED, Elenice de Souza.
Esta foi a terceira edição do “Dia D”, que começou em 2017 a partir de
uma iniciativa da SMED por meio do Núcleo de Estudos e Atendimento à
Diversidade e a Inclusão. Na primeira edição foi discutida a Dislexia, um
transtorno específico na área da leitura e escrita. Enquanto na segunda edição
foi trabalhado o Autismo, que, segundo Elenice, foi por conta de um aumento
muito expressivo no número de crianças com o transtorno na rede Municipal de
Educação de Toledo.
A psicanalista e doutoranda em Filosofia, Miriam Padoim Dalla Rosa, foi
uma das palestrantes, e ressalta que é fundamental capacitar os professores,
para que eles tenham um momento para pensar sobre a prática. “Eles podem parar
o trabalho por um dia e repensar a conduta em sala de aula, as estratégias de
ensino, como compreender uma criança hiperativa, e refletir o assunto com
outros colegas de profissão. É uma grande responsabilidade estar disposto a
questionar e mudar o que vem sendo praticado”.
A psicopedagoga da Escola Municipal Egon Werner Bercht, Adriana Malacarne,
tem 30 anos de experiência profissional como professora, e considera um desafio
trabalhar com crianças com TDAH. “Frequentemente nos deparamos com essas
crianças na escola, e cada uma tem uma experiência de vida e necessidades
diferentes. Nós, profissionais precisamos lidar com essas diferenças, e as
conversas e tudo que nos é passado neste evento só tem a contribuir para nossa
vivência profissional”.
Viver
News – Karine Graeff c/ assessoria
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