Volta às aulas com segurança para professores e alunos
O número de casos
confirmados de COVID-19 tem causado grande preocupação entre as autoridades
paranaenses, que esperavam determinar maior flexibilização das atividades
escolares no segundo semestre de 2020. Porém, enquanto não houver uma
perspectiva segura de retorno às escolas, a retomada das aulas presenciais
ainda se mostra incerta.
Preocupado com esta
situação, o deputado estadual Requião Filho (MDB) elaborou um projeto de lei
que busca organizar o retorno às atividades escolares, quando estas forem
autorizadas, de maneira gradativa e com menos alunos em salas de aula. Para
ele, será um período diferenciado e de adaptação ao novo "normal",
vivenciado por toda humanidade.
“Sabemos que o ano letivo
está sendo prejudicado, mas em seu retorno de aulas presenciais, não podemos
arriscar a saúde de nossos alunos e educadores, sem uma deliberação que garanta
a segurança de todos. É preciso que se estabeleça uma forma prudente e com a
adaptação do plano pedagógico para a realidade social dos alunos”, afirmou.
O projeto conta com apoio
de todos os deputados da bancada de Oposição e deve receber contribuições, nos
próximos dias, da APP Sindicato, antes de ser protocolado em definitivo na
Assembleia Legislativa do Paraná, o que deve ocorrer na próxima segunda-feira
(08).
Cuidados
Dentre os princípios
sugeridos para este retorno gradual e temporário, o projeto prevê a distância
mínima de dois metros entre os alunos em sala de aula, e o máximo de 25 alunos
por turma. Também deverão ser observadas questões de segurança sanitária, com
fornecimento de álcool gel e outros elementos para higienização individual,
além da obrigatoriedade do uso correto de máscaras. Há ainda a previsão de
abono de faltas, caso exista suspeita ou a confirmação da contaminação do
aluno. Para os professores também fica garantido o fornecimento de EPIs e a
permanência do isolamento àqueles que pertencem ao grupo de risco.
“É preciso que a
Assembleia se envolva nesse debate e se coloque ao lado da comunidade escolar,
já antecipando o que vamos enfrentar após a pandemia. Talvez essa transição
dure apenas alguns meses, talvez mais. Ainda não sabemos. Mas não podemos
simplesmente fechar os olhos e esperar acontecer, para daí tomar uma
providência, criar um projeto às pressas, sem o amplo debate com a comunidade
escolar. Não é algo para ser feito de uma hora para outra. Autorizar o retorno
às aulas presenciais exige responsabilidade e uma preocupação mínima com as
condições de salubridade dos nossos professores e alunos”, concluiu.
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